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Mais de 80 países se comprometem em fórum a acelerar o acesso à água

Os ministros do Meio Ambiente de mais de 80 países reunidos no Fórum Mundial da Água se comprometeram nesta terça-feira (13), em Marselha, na França, a acelerar o acesso ao saneamento e água potável, dos quais ainda estão privados 80 milhões de habitantes no mundo.

Em uma declaração adotada “por aclamação”, os titulares do Meio Ambiente presentes no Fórum de Marselha expressaram seu compromisso “para acelerar o acesso à água potável e o saneamento através de todos os meios apropriados”, em sinal de “nossos esforços para superar a crise da água”.

A sexta edição do Fórum Mundial da Água reúne durante seis dias dirigentes governamentais, empresários, associações e organizações não-governamentais em torno do tema dos recursos hídricos, ameaçados pelo crescimento da população e a mudança climática.

Preocupação da ONU – Nesta segunda-feira (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos no mundo, afirmando que o crescimento sem precedentes da demanda alimentícia, rápida urbanização e a mudança climática ameaçam significativamente o abastecimento de água global.

Segundo o texto, é necessário tomar atitudes urgentes em diversos setores para evitar o desperdício de água. O documento diz que, sem medidas drásticas, a pressão da água vai agravar as disparidades econômicas entre os países, atingindo principalmente os mais pobres.

Ele cita, por exemplo, que a utilização de recursos hídricos na agricultura deve aumentar em 19% até 2050, índice que pode ser ainda maior caso não se implemente novas tecnologias e decisões políticas sobre o tema.

Sobre a questão do saneamento básico, 80% das águas residuais não são recolhidas, nem tratadas e vão direto a outras massas de água ou se infiltram no subsolo, que é fonte de problemas de saúde para a população e de uma deterioração do meio ambiente.

Fonte: Globo Natureza

Mais pessoas têm acesso à água potável no mundo, mas carências ainda são imensas

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, por meio de relatório, que o mundo atingiu os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) ao reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso à água potável. O documento alerta, no entanto, que o mundo ainda está longe de atingir a meta de saneamento. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que é necessário manter os esforços para avançar: “[É preciso] assegurar que todas as pessoas tenham acesso aos mesmos”.

O relatório aponta também as fragilidades das áreas rurais, evidenciando que nos países menos desenvolvidos, 97 em cada 100 pessoas não têm água canalizada e 14% da população bebem água de superfície – dos rios, das lagoas e dos lagos.

O relatório foi elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e lançado simultaneamente em Genebra (Suíça) e Nova York (Estados Unidos). O documento intitulado Programa de Monitoramento Conjunto para o Abastecimento de Água e o Saneamento analisa o período de 1990 a 2010.

O relatório constata que mais de 2 bilhões de pessoas passaram a ter acesso a fontes de água de melhor qualidade, com abastecimento canalizado e poços protegidos. No fim de 2010, 89% da população mundial, o equivalente a 6,1 bilhões de pessoas, usaram fontes melhoradas de água potável – acima da meta dos 88% traçados pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A estimativa é que até 2015, 92% da população global terão acesso à água potável melhorada. Mas, pelo menos 11% da população mundial, o equivalente a 783 milhões de pessoas, continuam a não ter acesso à água potável. De acordo com os dados, 1,1 bilhão de pessoas continua sem redes de esgoto, e cerca de 4 mil crianças morrem diariamente por doenças diarréicas associadas à falta de qualidade da água.

“Os números são ainda chocantes”, disse o diretor executivo do Unicef, Anthony Lake. “Mas os progressos anunciados demonstram que as metas dos ODM podem ser alcançadas, com vontade, esforço e fundos”, acrescentou.

Com base no relatório, apenas 63% da população mundial têm acesso a saneamento de qualidade. A previsão é que até 2015 esse percentual atinja 67%.  “Melhorar a qualidade da água, do saneamento e das condições de higiene é fundamental para promover a saúde humana e o desenvolvimento”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Fonte: Agência Brasil

Preparação da ANA para o 6° Fórum Mundial da Água

Por Marcela Coelho

De 12 a 17 de março acontece em Marselha, na França, a sexta edição do maior evento do mundo voltado para o tema água, o VI Fórum Mundial da Água. Estima-se que 20 mil pessoas de 140 países estarão reunidas em busca de soluções para os principais problemas que envolvem o recurso natural.

Organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC – World Water Council) e o país anfitrião, o Fórum ocorre a cada três anos, sempre no mês de março, quando no dia 22 celebra-se o “Dia Mundial da Água”.

O tema escolhido para o 6° Fórum é “Tempo para Soluções”, com o objetivo de aumentar a importância da água na agenda política dos governos, aprofundar as discussões e trocas sobre as soluções para os atuais desafios e formular propostas concretas, chamando a atenção mundial para o uso racional e sustentável deste recurso.

No contexto do processo preparatório para o 6° Fórum, os participantes das Américas, incluindo o Brasil, decidiram priorizar a abordagem de seis temas: Água e Saneamento; Água e Adaptação às Mudanças Climáticas; Gestão Integrada de Recursos Hídricos; Água para Alimento; Água para Energia; e Melhoria da Qualidade dos Recursos Hídricos e Ecossistemas. Desse processo irá resultar a edição de um “Documento Regional” onde será expressa a visão das Américas para os temas prioritários, apresentando soluções efetivas para que metas preestabelecidas sejam alcançadas.

A participação brasileira no 6° Fórum é liderada por um colegiado denominado Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, do qual a Agência Nacional de Águas é integrante, que vem se reunindo de forma sistemática para deliberar sobre aspectos técnicos e logísticos dessa participação. A Seção foi criada com o objetivo de agregar segmentos e instituições envolvidas com o tema água e sua composição atual, com vinte e dois membros efetivos do Conselho Mundial da Água e 20 instituições convidadas, coloca o Brasil na condição de quinto país do mundo em termos de representação nacional junto ao Conselho Mundial da Água.

Caberá também à Seção Brasil a composição de um documento brasileiro, em articulação com os demais parceiros, fundamentado nas contribuições dos seis temas regionais, como registro do esforço empreendido e para distribuição entre os parceiros brasileiros que participarão do evento.

Além disso, encontra-se em fase de concepção o Pavilhão Brasil, espaço dentro do Fórum que incluirá um auditório, estandes, Media Center e um Espaço Rio+20 com intuito de apresentar soluções exitosas e boas práticas do Brasil.

Mais informações e inscrições no site http://www.worldwaterforum6.org/en/registration/

Fonte: Boletim Água – ANA

Artigo – À Margem das Águas

Por Afonso Guerra-Baião*

As águas de janeiro são diferentes das águas de março. Estas fecham o verão e trazem promessas de vida aos nossos corações. Aquelas têm deixado destruição e morte em seu rastro violento. Se é inevitável associar as águas de março à poesia de Tom Jobim, é possível refletir sobre as águas de janeiro a partir de uma estrofe de Bertolt Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém chama de violentas as margens que o comprimem”.

Quais são as margens que oprimem essas águas, a ponto de elas reagirem com a força de uma tromba-d´água, a fúria de um tsunami? As respostas jorram como enxurrada:

- as gananciosas barreiras da especulação imobiliária que empurram a população mais pobre para favelas construídas em beiras de córregos e encostas;

- os insensíveis diques do sistema financeiro que impedem o acesso de setenta por cento dos brasileiros ao financiamento habitacional (barreira que só começou a ser rompida com o programa “Minha casa, minha vida”);

- os irracionais barrancos que travam o planejamento da ocupação do solo urbano;

- as altas beiras da omissão dos poderes públicos na formulação de projetos de saneamento básico adequados;

- os limites extremos de impermeabilização do solo pela malha de asfalto e de concreto;

- as levianas ribanceiras do consumo exacerbado e da irresponsabilidade ambiental, geradores do excesso de detritos;

- as burocráticas bordas que dificultam o desenvolvimento de sistemas de informação e prevenção, bem como o treinamento das equipes de defesa civil.

Diante das catástrofes anunciadas e dos (agora) evidentes sinais de imprevidência, alguém exclama: “Não posso acreditar que isso seja verdade!”. Acontece que a água nos conduz á dialética do reflexo e da profundeza: nesta nos perdemos para nos sonharmos renascidos em um mundo novo; naquele nos encontramos, como Narciso, face a face com a nossa realidade atual. Ora, diz Bachelard, “o real não é nunca aquilo em que se poderia acreditar, mas é sempre aquilo em que deveríamos ter pensado”.

*Afonso Guerra-Baião é professor e escritor.

Fonte: Site Algo A Dizer

União de instituições desenvolve plano para gestão de águas

As parceiras das instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente, Minas e Energia, Integração Nacional, Marinha, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Defesa Civil entre outras, vai desenvolver um plano de gestão de águas elaborado pela Secretária de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH). O objetivo do plano é definir a garantia da qualidade, desenvolver a pesquisa, fixar as diretrizes da gestão de águas superficiais e subterrâneas e monitorar os eventos críticos e fenômenos naturais.

Segundo o secretário da SEMGHR, Daniel Nava, o plano será baseado em cima de programas como o Programa Cidadania das Águas, o propósito é que em 2012 se faça um relatório da situação e das condições de saneamento dos municípios do interior do Estado. Em Manaus, o objetivo é examinar os lençóis freáticos e aprovar o uso das águas subterrâneas, Daniel afirmou que o Governo do Estado do Amazonas vai traçar um plano estratégico que visa atender principalmente as necessidades de saneamento, ter a água como um bem mineral, reconhecer os recursos hídricos como fonte de turismo e lazer etc. O Plano será discutido pelo Conselho Estadual de Recursos hídricos e pela sociedade.

Fonte: Portal Amazonas Notícias

Estudo da ONU mostra que 87% da população mundial tem acesso a água potável

Entre 1990 e 2008, a proporção da população mundial com acesso a água potável subiu de 77% para 87%. Se o progresso seguir nesse ritmo, o mundo deve alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso a água potável até 2015. No entanto, cerca de 670 milhões de pessoas podem continuar expostas a condições precárias deste recurso natural em 2015.

Esses dados fazem parte do novo estudo “Equidade, Segurança e Sustentabilidade da Água Potável” realizado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A boa notícia é que quase 1,8 bilhão de novas pessoas têm acesso a água. A má notícia é que os mais pobres e marginalizadas estão sendo deixados para trás”, disse o Diretor Adjunto e Chefe de Água e Saneamento do UNICEF, Sanjay Wijesekera.

O estudo mostra que, globalmente, mesmo com os avanços na utilização de água canalizada nas áreas rurais de países em desenvolvimento (de 21% em 1990 para 31% da população em 2008), mais de oito a cada dez pessoas sem acesso a água potável moram em regiões rurais desses países. Já nas áreas urbanas, o progresso foi de 71% para 73% no mesmo período.

Fonte: ONU Brasil / Portal Terra

Desperdício de água tratada pode chegar a 50% nas grandes cidades só com vazamentos da rede

Por causa de vazamentos, grande volume de água se perde no Brasil entre a captação e a torneira do consumidor, principalmente nas grandes cidades. De acordo com dados do Atlas do Saneamento 2011, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis em cada dez municípios com mais de 100 mil habitantes apresentam perdas entre 20% e 50% do volume de água captada. Nas cidades com população inferior, a perda fica em torno de 20%.

Segundo Daniela dos Santos Barreto, uma das pesquisadoras do projeto, esse é um problema grave que pode ser ainda maior. “Em tempos de escassez de água, essas perdas são um problema sério, causadas por vários fatores como insuficiência do sistema, redes antigas e sem manutenção adequada, além de furtos de água. Com tudo isso, o volume que se perde é até difícil de ser mensurado pelas operadoras e pode ser ainda maior.

O Atlas revela, ainda, que a água fornecida à população brasileira pela rede geral é obtida, sobretudo, pela captação em poços profundos – como ocorre em 64,1% dos municípios brasileiros – e pela captação superficial (56,7%). A água também pode ser obtida por meio de captação em poço raso ou via adutora de água bruta ou adutora de água tratada provenientes de outro distrito ou município.

Em 2008, em todas as regiões do país, a água disponibilizada à população por meio de rede geral recebeu algum tipo de tratamento. Na Região Norte, entretanto, o avanço alcançado no percentual de água tratada distribuída à população, que passou de 67,6%, em 2000, para 74,3%, em 2008, não foi suficiente para que a região se aproximasse dos índices nacionais porque a quantidade de água que não recebe nenhum tipo de tratamento, 25,6% de toda a água distribuída à população, ainda permanece bem acima dos 7,1% que representam a média nacional.

Nas demais regiões, mais de 90% da água distribuída recebe algum tipo de tratamento. A Região Sul, por sua vez, teve um incremento de 10% no volume de água distribuída à população, porém, não teve um acompanhamento no percentual de água tratada.

O estudo mostra que 78% dos municípios brasileiros investem em melhorias na rede de distribuição de água e a Região Sul é a que apresenta o maior percentual de municípios que se incluem nessa situação (86,4%), de investir em melhorias nesse serviço público. Outra parte do processo de abastecimento que vem recebendo grande investimento por parte da maioria dos municípios (67,8%) é o das ligações prediais.

Além disso, estão sendo feitas, em menor escala, melhorias na captação (49,5% dos municípios); no tratamento (43,7%); na reservação (36,1%) e na adução (19,9% dos municípios brasileiros).

Fonte: Agência Brasil, por Flávia Villela

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Governo contesta déficit de água

Agência Nacional alertou que pode haver desabastecimento em 55% das cidades.
 
Os ministérios do Planejamento e Cidades contestaram ontem (22) levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que revela que 55% das cidades brasileiras poderão ter déficit de abastecimento de água se não forem feitos investimentos nos próximos quatro anos. Em nota, os dois ministérios rebateram informações contidas no estudo.
 
Segundo a ANA, que classifica o sistema de abastecimento de água do Pará como “bastante precário”, mais da metade dos municípios do estado não são cobertos pelo sistema.
 
Os ministérios dizem que é “um equívoco” dizer que menos da metade das cidades do país têm água encanada e afirmam que mais da metade da população da Região Norte são cobertas pelo sistema de água encanada.
 
Levando em conta soluções caseiras, dizem, 81% da população da região têm água encanada, percentual que, no Pará, chega a 74% das cidades. “É um equívoco dizer que menos da metade das cidades têm água encanada. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do total de municípios (5.564), 99% (5.531) têm serviço de abastecimento de água por rede geral de distribuição”, diz a nota.
 
A ANA afirma que 84% dos 5.565 municípios precisam de investimentos para a adequação de seus sistemas de abastecimento de água, e que 55% necessitam de obras prioritárias que somam R$ 22,2 bilhões.
 
Sobre isso, os ministérios citam investimentos: “No PAC 1, foram contratados R$ 982,1 milhões para implantação, ampliação e melhorias dos sistemas públicos na região. No PAC 2, estão previstos outros 56 milhões.”
 
O pinião (do jornal)
 
Falsa Ideia
 
AINDA MAIS nestes tempos de mudanças climáticas, é preciso combater a ideia do Brasil como país dos recursos naturais inesgotáveis.
 
ENCONTRAM-SE EM território nacional 12% da água doce do mundo. Mas se trata de apenas parte da verdade – a menos importante.
 
O sério, a ser levado em conta, é que grande parte desta reserva está onde é relativamente pouco habitado, no Norte.
 
NOS GRANDES e populosos centros urbanos brasileiros, a situação é a oposta.

Fonte:O Globo
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2º CIMAS: de 4 a 6 de outubro de 2011