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Vazamento químico deixa ribeirão verde na Alemanha

Incêndio em galpão industrial provocou o vazamento. Segundo as autoridades locais, produto não é nocivo à saúde

Um acidente em um galpão industrial deixou um ribeirão pintado de verde na região central da Alemanha. O galpão começou a pegar fogo por volta das 4h, na madrugada de quinta (1º) para sexta (2), segundo informações do jornal “BZ”.

Depois do incêndio, produtos químicos vazaram e chegaram às águas do ribeirão Grone, perto de Göttingen, no estado da Baixa Saxônia. Segundo a polícia local, a água verde não oferece riscos à saúde e nem poluiu o ar. Mesmo assim, os moradores foram aconselhados a manter as janelas e portas fechadas, por precaução.

Até o momento, as autoridades alemãs ainda não sabem que produtos químicos estavam armazenados no galpão. Também não está clara ainda a origem do incêndio.

O ribeirão Grone, perto de Göttingen, na Alemanha, foi pintado de verde por um vazamento químico (Foto: Stefan Rampfel/DPA/AFP) 

Fonte: Globo Natureza

Venezuela diz que vazamento de óleo em rio está sob controle

A Venezuela vai colocar 1,5 mil pessoas trabalhando para limpar o rio atingido por um vazamento de óleo no leste do país, segundo informações dadas neste domingo pelo ministro do Meio Ambiente. O vazamento obrigou as autoridades a fechar uma estação de tratamento de água. O rompimento do duto ocorreu em Maturin em 4 de fevereiro.

Não se sabe ao certo a quantidade de óleo que vazou para o rio Guarapiche. Um legislador de oposição afirmou à mídia local que cerca de 60 mil barris vazaram para o Guarapiche. A PDVSA e o governo não confirmaram.

O executivo da estatal Ramiro Ramirez afirmou que “uma boa porcentagem” do óleo já foi recolhida do rio. “O trabalho dessas 1.500 pessoas vai acelerar a limpeza do rio, e estimamos que em dez dia vamos poder reabrir a principal fornecedora de água de Maturín”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Alejandro Hitcher.

Fonte: Portal Terra

Chineses estocam água potável após contaminação de rio

Habitantes de uma província no sul da China estão estocando água potável após a descoberta de altos níveis de cádmio, metal cancerígeno, na fonte de um rio que abastece a população local.

Detectado pela primeira vez há duas semanas, após o aparecimento de peixes mortos, os níveis de contaminação por cádmio no rio Longjiang, na região de Guangxi, atingiram cinco vezes o limite oficial de 0,005 miligramas por litro, segundo informou ontem, dia 30 de janeiro, a agência de notícias estatal. O vazamento já chegou a poluir uma extensão de 100 quilômetros do rio.

Para conter o vazamento, as autoridades chegaram a injetar no rio cerca de 80 toneladas de cloreto de alumínio, que age como neutralizante, além de realizar obras de emergência para conectar a rede de abastecimento da cidade de Liuzhou a fontes seguras de água. De acordo com o governo, os esforços para neutralizar o metal pesado estavam mantendo a água dentro de níveis seguros.

Há informações ainda de que uma empresa de mineração teria sido responsabilizada pelo vazamento, entretanto é necessário realizar uma investigação posterior para confirmar a acusação.

Contaminação

A poluição dos rios por resíduos tóxicos de fábricas e fazendas é um problema grave na China. A população exige políticas que eliminem a poluição por metais pesados, embora o problema não mostre sinais de estar sendo solucionado.

Em 2009, após protestos da comunidade,  o governo local determinou o fechamento de uma indústria química na província de Hunan, que matou duas pessoas e contaminou outras centenas por cádmio.

* Publicado originalmente no EcoD.

Artigo – À Margem das Águas

Por Afonso Guerra-Baião*

As águas de janeiro são diferentes das águas de março. Estas fecham o verão e trazem promessas de vida aos nossos corações. Aquelas têm deixado destruição e morte em seu rastro violento. Se é inevitável associar as águas de março à poesia de Tom Jobim, é possível refletir sobre as águas de janeiro a partir de uma estrofe de Bertolt Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém chama de violentas as margens que o comprimem”.

Quais são as margens que oprimem essas águas, a ponto de elas reagirem com a força de uma tromba-d´água, a fúria de um tsunami? As respostas jorram como enxurrada:

- as gananciosas barreiras da especulação imobiliária que empurram a população mais pobre para favelas construídas em beiras de córregos e encostas;

- os insensíveis diques do sistema financeiro que impedem o acesso de setenta por cento dos brasileiros ao financiamento habitacional (barreira que só começou a ser rompida com o programa “Minha casa, minha vida”);

- os irracionais barrancos que travam o planejamento da ocupação do solo urbano;

- as altas beiras da omissão dos poderes públicos na formulação de projetos de saneamento básico adequados;

- os limites extremos de impermeabilização do solo pela malha de asfalto e de concreto;

- as levianas ribanceiras do consumo exacerbado e da irresponsabilidade ambiental, geradores do excesso de detritos;

- as burocráticas bordas que dificultam o desenvolvimento de sistemas de informação e prevenção, bem como o treinamento das equipes de defesa civil.

Diante das catástrofes anunciadas e dos (agora) evidentes sinais de imprevidência, alguém exclama: “Não posso acreditar que isso seja verdade!”. Acontece que a água nos conduz á dialética do reflexo e da profundeza: nesta nos perdemos para nos sonharmos renascidos em um mundo novo; naquele nos encontramos, como Narciso, face a face com a nossa realidade atual. Ora, diz Bachelard, “o real não é nunca aquilo em que se poderia acreditar, mas é sempre aquilo em que deveríamos ter pensado”.

*Afonso Guerra-Baião é professor e escritor.

Fonte: Site Algo A Dizer

Autoridades do Rio fecham dez lixões clandestinos às margens da Baía de Guanabara, em São Gonçalo

Lixão clandestino às margens da Baía de Guanabara, em São Gonçalo

Megaoperação conjunta reuniu agentes da Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais; órgão da Secretaria de Estado do Ambiente), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Batalhão Florestal da PM e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA)

Em meio a milhares de urubus, cerca de 300 porcos e toneladas de lixo fétido exposto a céu aberto, sem qualquer cuidado ambiental, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, participou hoje (8/12) de blitz ecológica que fechou dez lixões clandestinos em Itaoca, distrito do Município de São Gonçalo, às margens da Baía de Guanabara.

O administrador do vazadouro de lixo de Itaoca, Marcelo Souza Viana, acabou preso, sendo autuado por crime ambiental. Apesar de ter licença ambiental para funcionar, o vazadouro – que recebe lixo comum e hospitalar – estava operando irregularmente, pois parte do seu chorume estava vazando através de um valão para a Baía de Guanabara, atingindo o manguezal da região.

O vazadouro deverá ser fechado em 2012, quando deverá ser inaugurado aterro sanitário em São Gonçalo. Minc lembrou que o chorume do vazadouro deveria estar sendo encaminhado para estação de tratamento da empresa Águas de Niterói, para ser processado. “Mas estava sendo jogado em uma APA federal. O chorume está secando e danificando o manguezal”, afirmou.

Tantos o vazadouro quantos os lixões clandestinos funcionavam dentro da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, que abriga uma das últimas grandes formações de mangues da Baía de Guanabara. Para impedir a entrada de caminhões com lixo extraordinário na região dos lixões, dois valões foram escavados, por escavadeiras, na estrada de terra de acesso.

A megaoperação conjunta reuniu agentes da Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais; órgão da Secretaria de Estado do Ambiente), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Batalhão Florestal da PM e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

Os fiscais do governo e policiais civis e militares chegaram aos lixões em Itaoca bem cedo pela manhã, cercando o local e tomando todos os cuidados de segurança possíveis, já que a região, infestada de traficantes de drogas, é perigosa. Com a chegada das equipes de policiais, vários traficantes fugiram.
“Era uma área de difícil fiscalização, mas agora com a PM e a Polícia Civil, junto com os fiscais do Instituto Chico Mendes, que administra a APA, os fiscais do Inea poderão entrar na área para impedir novos despejos criminosos de lixo”, disse o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone.

“O objetivo principal da operação de hoje foi proteger o manguezal de Guapimirim, que ajuda a regenerar toda a cadeia alimentar da Baía de Guanabara. É o principal ecossistema que protege a baía, e estava sendo invadido e desmatado, e ainda por cima com 300 porcos em cima”, disse Minc.

Fonte: Texto de Ronie Lima, da SEA/RJ, publicado pelo Portal EcoDebate

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Caminhão derrama 35 mil litros de combustível em rio em Goiânia

Um caminhão transportando 35 mil litros de combustível caiu no córrego São Domingos, em São Luís de Montes Belos (GO), a cerca de 120 km de Goiânia, na madrugada de quinta-feira. Bombeiros da 15ª Companhia Independente orientavam o resgate do veículo ainda na manhã desta sexta-feira.

O acidente aconteceu por volta das 2h30 de quinta-feira, quando o caminhão perdeu o controle na pista molhada pela chuva, saiu da pista e foi parcialmente encoberto pelo volume de água do córrego.

No desastre não houve vítimas, mas toda a carga do caminhão, 10 mil litros de gasolina e 25 mil litros de óleo diesel, vazou para o riacho. A empresa transportadora responsável está fazendo o transbordo do combustível. A Polícia Rodoviária Estadual e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado também acompanham o resgate.

Fonte: Mirelle Irene – Direto de Goiânia – Portal Terra

Comentário:                                                                                        Atentem para a frase da notícia:  “No desastre não houve vítimas, mas toda a carga do caminhão, 10 mil litros de gasolina e 25 mil litros de óleo diesel, vazou para o riacho.”   Não houve vítimas? Claro que houve!!! A água e toda a fauna e flora deste rio foram as maiores vítimas deste acidente.  Mas infelizmente a sociedade ainda não está ciente de que a água contaminada é uma grande vítima, cujo prejuízo maior, em efeito dominó, é do próprio ser humano.

Marlene Simarelli – ArtCom Assessoria de Comunicação (Editora da Revista Água e Meio Ambiente Subterrâneo e colaboradora do Era da Água)