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Além de instabilidade no solo, especialistas dizem que houve falha em exploração no Campo de Frade

Por Alana Gandra

A nova mancha de óleo detectada pela Marinha na última sexta-feira (16), em uma área operada pela petrolífera Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos, levanta em especialistas a suspeita de que novos vazamentos podem surgir no local. O primeiro ocorreu na mesma região, em novembro do ano passado.

Na avaliação do professor Moacyr Duarte, do Grupo de Análise de Risco da Coordenação de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), houve falha no estudo prospectivo preliminar, porque a procura de petróleo no fundo do mar “é feita com sísmica [técnica para pesquisar estruturas geológicas que podem formar reservatórios de petróleo], usando carga de colapso”. O estudo deveria ter apontado a fragilidade do solo na região, disse o especialista, em entrevista à Agência Brasil. “Se [isso] não foi [identificado], algo no estudo preliminar falhou”, completou.

De acordo com ele, se estiver ocorrendo um colapso progressivo no solo acima do reservatório, as consequências podem ser “muito ruins”. Caso ocorra um colapso total, há chance de ter no local um ponto de vazamento crônico, cuja vedação demandará muito tempo. Podem ocorrer também vazamentos em série ou simultâneos, destacou. “Na medida em que vai ‘colapsando’ acima, o reservatório vai abrindo. São fendas e estruturas geológicas que favorecem a passagem do petróleo. Não há resistência necessária para conter a pressão do poço.”

Duarte lembrou que no primeiro vazamento, ocorrido em novembro de 2011, a operação de contenção envolveu a injeção de concreto contra a pressão do poço, o que acabou gerando mais força, e isso “para uma estrutura fraca é muito ruim”.

Segundo o professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal Fluminense Adalberto da Silva, com base nas informações dadas pela empresa Chevron – “e que são poucas” –, houve um erro operacional na perfuração. Isso fez com que falhas antigas do solo marinho naquela área, que estavam sem movimentação, fossem reativadas. O resultado são vazamentos de óleo por essas fissuras, mesmo que em pouca quantidade. Como a área é extensa, o controle é difícil.

O diretor de Inovação e Tecnologia da Coppe/UFRJ, Segen Estefen, avaliou ser difícil afirmar que está havendo um colapso progressivo no solo acima do reservatório, mas concordou com Moacyr Duarte que existe a chance de ocorrerem vazamentos em série ou simultâneos. Ele salientou a necessidade de se levantar uma série de informações, incluindo como foram feitos os cálculos da geologia local, para se ter a dimensão do vazamento. É preciso ainda, completou, ter dados sobre a pressão que foi injetada a fim de conter o primeiro vazamento.

A constatação de que o dano seja progressivo requer, segundo Segen Estefen, a adoção de sensores no local, para medir o possível afundamento do solo. Para ele, é preciso que se faça, com rapidez, um poço de alívio para tentar estancar o vazamento. “À medida que se faça esse poço, tem que se avaliar também se o solo vai ceder, porque isso diminui a pressão naquele reservatório”, destacou.

O oceanógrafo David Zee, que acompanhou como perito a Polícia Federal até o local do primeiro vazamento na área operada pela Chevron, disse que o incidente agora está se desdobrando. “Houve um acidente, não causado pela ação humana, mas sim, pela perfuração. Foi um gatilho que começou a ter efeitos colaterais da fragilidade geológica que está se constatando lá”. Para ele, há uma fragilidade natural no solo e a perfuração foi um agente provocador. “Trata-se de uma falha estrutural, geológica.”

Ele entregou, na ocasião, um laudo ao delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal, em que relata as consequências do incidente para a flora e a fauna marinhas. “Na hora em que começa a vazar óleo, por mínimo que seja, ocorre algum tipo de impacto.”

Como o pré-sal atravessa uma zona de instabilidade geológica, Moacyr Duarte (da Coope/UFRJ) disse que, a partir de agora, as características dos estudos e das tecnologias usados na prospecção de petróleo terão de ser mais sofisticados. “Os estudos têm de ser revisados, à luz desse novo dado. Isso é uma coisa que tem de ser feita com urgência”. Ele explica que deverão ser usados robôs com câmeras para detectar com precisão os pontos de vazamento. Se eles permanecerem pequenos, o efeito de contaminação poderá ser negligenciado. A questão, porém, é que não há garantia sobre a estabilidade do solo nessa região, avaliou.

Fonte: Agência Brasil

Cientistas identificam bactérias marinhas que degradam petróleo

Uma equipe de cientistas da Estação Experimental do Zaidín, em Granada, no sul da Espanha, identificou um grupo de bactérias marinhas capazes de biodegradar (alimentar-se e eliminar) naftaleno, um composto derivado do refinamento do petróleo frequente em resíduos poluentes do mar.

Conforme comunicado da Fundação Descubre, para o processo de isolamento dessas bactérias, capazes de viver sem oxigênio ao respirar nitrato, foram usadas amostras do fundo marinho próximo das ilhas Cíes (Galícia), dois anos depois do material produzido pelo naufrágio do navio petroleiro Prestige em 2004 nessa região do norte da Espanha.

Na ocasião, o combustível derivado do petróleo estava misturado com a areia do fundo marinho e formava uma poluição por camadas de alcatrão e areia, segundo a nota. Os microorganismos isolados foram cultivados em laboratório com um meio de crescimento similar ao de seu entorno natural e foram alimentados apenas com naftaleno.

A pesquisa começou com cultivos que continham muitas espécies bacterianas, até que pouco a pouco foram sendo selecionadas apenas as que conseguiam degradar essa substância, explicou no comunicado a responsável do projeto, Silvia Marqués.

O naftaleno é um composto tóxico para os organismos e a saúde humana, além de ser estável e difícil de ser destruído. Para oxidá-lo quimicamente, é necessário usar métodos potentes e caros, que também são poluentes, por isso fazê-lo biologicamente é mais limpo, afirmou a pesquisadora do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha.

A pesquisa é inovadora, já que até o momento esse processo não havia sido descrito em bactérias que respiram nitrato utilizando naftaleno. O estudo, que termina em 2013, está sendo desenvolvido em colaboração entre o grupo de Biodegradação Anaeróbia de Aromáticos do CSIC e um grupo do Departamento de Síntese da Faculdade de Ciências Experimentais da Universidade de Almería.

Fonte: Portal Terra

Vazamentos de ‘pequeno’ porte sujaram os mares brasileiros este ano com 30 mil litros de óleo

Basta uma rápida busca no site do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para descobrir que só neste início de ano três acidentes envolvendo petróleo despejaram nos mares do país cerca de 30 mil litros de óleo.

A quantidade é pequena, sobretudo, se comparada ao vazamento de 480 mil litros de óleo na Bacia de Campos, no norte fluminense, em novembro passado, que continua a liberar gotículas de óleo, segundo a empresa responsável pelo acidente, a petroleira Chevron.

De acordo com o coordenador de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo, ainda não há dados consolidados do número de vazamentos ocorridos em 2011, mas esses “certamente passam de algumas dezenas. A grande maioria, de vazamentos de pequeno porte (menos que 8 metros cúbicos) perante a legislação brasileira”.

O Ibama define como acidentes de grandes proporções aqueles acima de 200 mil litros derramados. Pequeno ou grande, o derrame de óleo pode ter impactos duradouros na fauna e na flora marinhas, se ocorrerem perto da costa, e em alguns casos até condenar à morte o habitat atingido. De acordo com o biólogo Abílio Soares, da Universidade Federal Fluminense (UFF), alguns vazamentos podem demorar mais de 30 anos para serem absorvidos pelo oceano. “Vai depender muito da característica e da magnitude de cada derrame. Mas as medidas devem ser imediatas para a contenção do óleo e limpeza e depois acompanhar as consequências para o ambiente”.

Em Tramandaí (RS), um acidente ocorrido em janeiro com uma monoboia da Petrobras liberou apenas 1.200 litros de óleo, mas seus impactos ainda são sentidos por cerca de 3.500 pescadores da região, de acordo com o pescador Valdomiro Hoffman e coordenador do Movimento Estadual dos Pescadores.
“Já limparam as praias, mas as larvas do camarão, matéria-prima que mais dá lucro para a gente, diminuíram muito de quantidade. Além disso, o acidente aconteceu no período da desova do bagre, que é um peixe muito importante para nós, foi muito prejudicada. Vai reduzir muito a nossa captura no inverno. Toda a bacia foi atingida”, lamentou o pescador.

De acordo com o representante do Ibama, 75 analistas ambientais trabalham no licenciamento federal de petróleo e gás, além de analistas distribuídos em todo o Brasil vinculados à Coordenação Geral de Emergências Ambientais, cujo número não foi informado.

“Não é possível precisar o número ideal de analistas para o trabalho de fiscalização e monitoramento. Muitos acidentes ocorrem por falha humana ou decisões equivocadas de projeto e não poderiam ser evitados com aumento da fiscalização in loco”.

O professor da oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco Gilvan Yogui concorda que a fiscalização in loco é realmente complicada, mas o número ainda assim é insuficiente para avaliar os planos das empresas para liberar os licenciamentos.

“Com mais funcionários, a avaliação fica mais criteriosa, há mais tempo para o fiscal se dedicar a um plano específico em vez de vários com prazos apertados. Se a fiscalização é menor as empresas tendem a afrouxar o cuidado com o meio ambiente. O volume de trabalho do pré-sal é muito maior do que o Ibama consegue administrar.”

Em 2011, o Ibama emitiu 624 licenças ambientais, um aumento de 32% em relação ao ano passado. A previsão do governo é que até 2020 haja um aumento de mais de 226% da produção de petróleo, passando de 2,325 milhões para 5,756 milhões de barris/dia.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que, entre 2005 e 2009, apenas 0,6% das multas aplicadas pelo Ibama foram pagas.

O advogado especialista em direito ambiental Klaus Maciel elogiou a legislação ambiental brasileira, que segundo ele é eficiente e progressista, mas lamentou que ela não seja aplicada de forma eficiente devido a uma lógica antropocêntrica e mercantilista.

“Precisamos assumir a lógica do ecocentrismo. Não precisa esperar o dano ao homem para que o meio ambiente seja tutelado pelo estado. O fato de não ter causado prejuízos imediatos para o homem, não significa que não houve dano ambiental”.

O advogado criticou a falta de políticas públicas voltadas para a informação sobre os efeitos e a situação de risco que geram os produtos tóxicos utilizados na exploração e produção de petróleo.

“Uma sociedade desinformada não sabe os reais danos que um acidente envolvendo derrame de óleo pode causar ao ambiente e à população. Somente após ter acesso a essas informações, a sociedade pode escolher qual modelo de desenvolvimento energético é melhor para ela”.

Fonte: Reportagem de Flávia Villela, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate.

Cheiro de gasolina ainda invade casas, diz morador

Após quase seis anos do vazamento de gasolina no posto Carrefour localizado na Avenida Presidente Kennedy, na região central de Diadema, os moradores do entorno ainda reclamam de forte cheiro de combustível que sai dos ralos das casas. Algumas famílias se mudaram por causa de problemas de saúde ocasionados pela inalação do produto. Outras pessoas continuaram e ainda convivem rotineiramente com o problema. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) detectou a contaminação em junho de 2006.

“Nunca melhorou. Sentimos cheiro forte todos os dias. Até estou com problemas respiratórios e farei exames para ver se é por causa do ar que respiramos aqui”, relatou a dona de casa Carmina Basílio Santos, 68 anos.

De todos os processos que foram abertos contra o hipermercado, nenhum foi concluído. Os moradores que apresentaram problemas de sáude comprovadamente causados pela contaminação foram retirados do local por ordem judicial. Atualmente, essas famílias moram em outros bairros e recebem bolsa aluguel, auxílio para remédios e convênio médico, pagos pela empresa dona do posto.

Algumas pessoas até manifestaram desejo em sair da área, mas afirmam que os imóveis estão desvalorizados e o valor oferecido não compensa. A equipe do Diário fez pesquisa imobiliária no local e constatou que as casas estão avaliadas entre R$190 mil e R$380 mil na região. “Fui ver alguns preços e ví que minha residência está 40% abaixo do valor de mercado”, afirmou o vendedor Mauricio Kawabata, 33.

A Cetesb, que fiscaliza a contaminação, comunicou que não constam informações de novos eventos de vazamento no local. De acordo com a estatal, o sistema de remediação adotado tem atuado de forma eficaz, conforme demonstrado nos relatórios de acompanhamento. Foram instalados sistemas de extração multifásica, barreira hidráulica e injeção de surfactantes (substâncias redutoras de concentração de contaminantes).

A última vistoria feita pela companhia aconteceu em junho. Foi informado ainda pela Cetesb que o trabalho é normalmente programado para realização semestral, ou na ocorrência de algum evento extraordinário, que justifique sua antecipação. Em razão das denúncias apresentadas, a estatal está programando nova inspeção ao local.

A equipe do Diário questionou o Carrefour sobre possíveis novos vazamentos, mas a direção apenas informou que já acionou a empresa parceira nesse processo para analisar a questão.

RISCO À SAÚDE

As pessoas que ainda moram no local vivem preocupadas com a saúde, principalmente das crianças. “Sempre sentimos cheiro muito forte. Fico preocupada com o meu filho, que está apresentando problemas respiratórios. Pode ser esse o motivo da doença dele”, relatou a recepcionista Mari Kawabata, 26 anos.

O professor de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC Elie Fiss explicou os problemas que a inalação constante do cheiro de gasolina pode provocar. “Afeta diretamente o pulmão e indiretamente os outros órgãos. Causa várias doenças respiratórias, além de dor de cabeça, inflamação no pulmão, conjuntivite e outros problemas”, relatou. “É necessário tirar a pessoa do local para acabar com os problemas respiratórios”, completou.

Postos são 81% de áreas contaminadas

O caso da contaminação de solo após o vazamento do posto Carrefour é só mais um entre tantos do Grande ABC. Segundo a última lista de áreas contaminadas da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), de novembro de 2010, dos 275 espaços contaminados na região, 206 são em locais onde funcionam postos de combustível, representando 81,4% do total.

“Isso está crescendo cada vez mais. E não é porque tem aumentado que existe mais contaminações. São problemas antigos, que só estão sendo identificados agora”, explicou Murilo Andrade Valle, hidrogeólogo e coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Fundação Santo André. “O trabalho de fiscalização melhorou nos últimos anos. Se tivesse ainda mais fiscais, o número seria maior. Além de tudo, contaram com maior número de denúncias, que facilita a vida dos fiscais.”

Fonte: Diário do Grande ABC

 

Limpeza dos terrenos contaminados na Base das Lajes pode demorar entre 5 a 15 anos

Portugal – A limpeza dos terrenos contaminados por hidrocarbonetos na Base das Lages, na ilha Terceira, poderá demorar entre cinco a 15 anos, admitiu hoje Francisco Tavares, representante dos Açores nas negociações com as autoridades norte-americanas.

Francisco Tavares, em declarações aos jornalistas à margem do Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que hoje reuniu na Horta, afirmou que o processo será “demorado”, embora Portugal e os EUA já tenham chegado a acordo quanto à calendarização dos trabalhos.

Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) apresentado há cerca de um ano concluiu que a poluição por hidrocarbonetos estava localizada nos terrenos da Porta de Armas da base e junto aos tanques de armazenamento de combustível, em ambos os casos em aquíferos suspensos.

O estudo do LNEC, que envolveu 11.600 análises resultantes de 90 amostras de água retiradas em 54 pontos, resultou de notícias publicadas em 2009, baseadas em relatórios norte-americanos alegadamente confidenciais, que davam como poluída toda a zona circundante do perímetro das instalações militares, incluindo os aquíferos de abastecimento público de água, o que não se confirmou.

O calendário para a descontaminação estabelecido pelas autoridades de Portugal e dos EUA, segundo Francisco Tavares, determina que “a primeira fase da limpeza” deverá ocorrer entre “um a cinco anos”, mas a conclusão dos trabalhos poderá demorar entre “cinco a 15 anos”.

“Estes processos de remediação ambiental são muito longos devido à natureza do ecossistema e à complexidade do trabalho técnico que será feito”, afirmou, assegurando, no entanto, que a contaminação provocada pelos norte-americanos “não constitui risco para a saúde pública”, em particular para os habitantes do concelho da Praia da Vitória, onde a base aérea está instalada.

Nesta reunião do Conselho Regional do Ambiente, além da questão da descontaminação dos terrenos na Base das Lajes, foi também apresentado o relatório sobre o estado do ambiente nos Açores, que identifica os problemas ambientais da região.

Álamo Meneses, secretário regional do Ambiente, revelou que o estudo revela “bons indicadores”, salientando que os problemas ambientais identificados “são poucos e, na maior parte dos casos, têm uma solução relativamente fácil”.

“As questões mais complexas têm a ver com a qualidade da água, no caso de algumas lagoas, com o ordenamento do território e com a gestão dos resíduos, mas, mesmo assim, num contexto de um ambiente que apresenta uma excelente qualidade natural”, afirmou.

O Conselho Regional do Ambiente, que reúne as associações ambientais e os serviços do executivo ligados ao setor, analisou ainda o Plano de Gestão Hidrográfico dos Açores.

Fonte: RTP Notícias

Julgamento do vazamento de óleo no golfo do México é adiado

O juiz federal Carl Barbier decidiu adiar, no último domingo (26), o início da sessão que vai determinar a responsabilidade da petrolífera BP (British Petroleum) e de empresas terceirizadas no vazamento de óleo no golfo do México em 2010.

A primeira sessão do que foi considerado um dos maiores acidentes ambientais nos Estados Unidos ficou para 5 de março.

Imagem aérea mostra as águas do golfo do México tomadas pelo óleo que vazou da plataforma Deepwater Horizon, da BP / Foto: Bevil Knapp/Efe

Em 20 de abril de 2010, uma explosão na plataforma Deepwater Horizon provocou a morte de 11 funcionários e o derramamento de 4,9 milhões de barris de óleo no mar. Além dos danos ao ambiente, o acidente afetou o litoral de cinco Estados americanos e prejudicou a indústria turística e de pesca.

O juiz é conhecido por ser um especialista em lei marítima e pela sua capacidade de reunir vários processos de vazamento de óleo em um único caso federal.

O adiamento é para que as partes envolvidas no processo possam dar continuidade às conversações e, talvez, chegar a um consenso de reparação financeira. O valor, que pode ser recorde, é estimado entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões.

A BP já desembolsou US$ 6 bilhões para um fundo de ajuda coletiva e mais US$ 13,6 bilhões para a limpeza das áreas poluídas.

Paralelamente, a BP está envolvida em processos criminais e de compensação do governo federal. A empresa também tenta resolver reclamações de governos locais e estaduais.

Duas outras companhias que também serão julgadas são a Transocean, que operava a plataforma Deepwater Horizon, e a Halliburton, que cimentou a tubulação.

Fonte: Folha de S. Paulo

Tanque de posto de combustíveis racha e solo é contaminado

Rachaduras num dos tanques do Posto Integração, na avenida Chico Júlio,na cidade de Franca/ SP, provocaram o vazamento de gasolina que contaminou o solo daquela área e pode ter atingido até o lençol freático. A confirmação foi feita ontem pelo gerente regional da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) de Franca.

Os exames preliminares mostram que o tanque que apresentou rachaduras estava com a sua vida útil vencida. “Eles pediram a renovação da licença e, na hora de apresentar o relatório de passivo ambiental, verificamos que estavam em atraso com a substituição dos tanques que devem ser trocados a cada 15 anos. Neste processo, foi verificada a contaminação.”

O vazamento já foi estancado, mas a Cetesb ainda não sabe a dimensão da área atingida. “Já solicitamos aos responsáveis pelo posto um relatório sobre o tamanho e a profundidade da pluma (área contaminada) que deve ser entregue em 30 dias. Só então saberemos se houve dano somente ao solo ou se a água subterrânea também foi atingida.” O posto foi autuado.

O gerente disse que, a princípio, não há risco de explosão na área. “Nossos técnicos não detectaram a presença de gás. Portanto, o risco de uma explosão é mínimo. Eu diria quase inexistente. A população não precisa se desesperar.”

Apesar de o risco ser pequeno, Setti pediu aos moradores da área que fiquem atentos. “Se sentirem um odor forte de gasolina vindo dos bueiros ou da tubulação de casa, eles devem informar imediatamente a Cetesb para que as providências sejam tomadas.”

Como ainda não é possível saber se o lençol freático foi atingido, o gerente também recomendou que as pessoas e empresas que utilizam poços artesianos solicitem uma análise da qualidade da água. “Assim saberemos se ela está própria para o consumo. Se for verificada alguma alteração, também é importante que sejamos comunicados.”

Quando o relatório de avaliação dos danos estiver pronto, o posto deve montar um plano para recuperar a área contaminada. “Eles devem substituir todos os tanques, retirar toda a terra atingida e substitui-la e, se a água subterrânea tiver sido contaminada, também terão que tratá-la para que haja descontaminação. Esse processo pode levar anos”, disse Setti.

O Posto Integração é um dos que deve ser devolvido à Prefeitura. Ele foi concedido a Petrobras, mas o contrato venceu. Ontem o Comércio tentou falar com o procurador municipal Joviano da Silva, mas ele passou o dia em audiências no Fórum de Franca.

No posto, que continua funcionando, a pessoa que atendeu ao telefone não quis se identificar. Disse apenas que o responsável pelo negócio não estava e não iria voltar.

Fonte: GCN.net

Graça Foster é eleita nova presidente da Petrobras

Maria das Graças Silva Foster é a nova presidente da companhia/ Foto: Agência Brasil

Em reunião do Conselho de Administração nesta quinta-feira, a Petrobras definiu que Maria das Graças Silva Foster será a nova presidente da companhia, em substituição a José Sérgio Gabrielli de Azevedo, que permanece no cargo até a próxima segunda-feira (13).

Graça Foster, como é conhecida, era a diretora da Área de Gás e Energia, presidente da Gaspetro e trabalha na estatal há 31 anos. A primeira mulher a assumir a presidência da Petrobras é formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela também já foi presidente da Petrobras Química, mesmo cargo que teve à frente da Financeira da Petrobras Distribuidora.

Graça Foster também já foi secretária de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, entre 2003 e 2005.

Fonte: Portal Terra

Posto vaza em Curitiba e ameaça prédio

Bombeiros interditaram garagem de edifício no Boa Vista por tempo indeterminado

A garagem de um prédio no bairro Boa Vista foi interditada nesta segunda-feira, depois que os moradores notaram um vazamento de combustível através das paredes. A gasolina estaria vindo de um posto vizinho, onde outro vazamento já havia ocorrido.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e fechou o local, pelo risco de explosão. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também esteve no posto e acompanhou um teste para descobrir exatamente por onde o material está vazando.

“Tem os tanques subterrâneos e as linhas que alimentam as bombas. A investigação já está terminando, mas não podemos saber quando estará pronta”, diz a diretora da secretaria, Érica Mielke.

Já o síndico do prédio, Carlos Ropledo, conta que os moradores estão indignados. “Vamos acionar o Ministério Público, eles são reincidentes. Tiramos meio metro de gasolina dos buracos por onde a água fluvial sai do prédio”, conta.

Por outro lado, o dono do posto de gasolina, Murilo Manica, afirma que o vazamento não é novo e que o combustível já estaria no terreno e escoando pelo prédio só agora.

“O fato gerador foi um furo na linha de distribuição, que ocorreu no dia 28 de dezembro. Já foi feito um teste e todas as medidas foram tomadas”, afirma. “Um geólogo está acompanhando e não houve novo vazamento. O que está aí é residual e vai ser retirado por sucção”, diz Manica.

Fonte: Band.com.br

Setor de Emergência da CETESB conhece sistema de monitoramento remoto de derrames de óleo

Representantes de sistema desenvolvido na Noruega realizaram apresentação aos técnicos da Agência Ambiental

Um sistema remoto de monitoramento de manchas de óleo em mar, estuários, mangues, rios e mesmo nas imediações dos portos, desenvolvido na Noruega e que envolve o uso de uma sofisticada câmera com dispositivo infravermelho – o que permite obter nítidas imagens também à noite – , e potente “zoom”, além de possibilitar a transmissão das imagens para um centro de controle distante, e em tempo real, foi apresentado nesta quinta-feira, 02/02, aos técnicos do Setor de Atendimento a Emergências – CEEQ, na sede da CETESB.

Para fazer a apresentação do sistema, estiveram presentes representantes da Aptomar AS, empresa norueguesa que desenvolveu os equipamentos, de sua representante no Brasil, Paschoalin Technical And Commercial Suport, do Rio de Janeiro, e da Alpina Briggs, empresa inglesa especializada no atendimento a emergências com derramamento de óleo em água, com atuação no país.

Segundo Carlos Ferreira Lopes, um dos técnicos do CEEQ que assistiram à apresentação, o sistema, denominado “Securus”, mostrou-se bastante interessante e poderia apoiar os trabalhos da CETESB em situações emergenciais, como por exemplo na identificação mais rápida e precisa, no caso de um vazamento de óleo. Com a ajuda de um “software” específico, que faz parte do pacote tecnológico, é possível, conforme foi informado aos técnicos da CETESB, editar ou dimensionar o contorno e a área da mancha, a partir das imagens recebidas na tela, e preparar uma resposta de atendimento emergencial mais eficaz.

“Com uma câmara fixa instalada em um ponto estratégico no Porto de Santos, poderíamos monitorar um início de vazamento ou despejo de óleo no canal do porto, a partir da nossa própria central de atendimento, na sede da Companhia, em São Paulo”, exemplificou Carlos, que lembrou que a CETESB se depara com muitos casos e denúncias das chamadas “manchas órfãs” de óleo, que aparecem próximas às praias e das quais não se consegue identificar a origem.

Fonte: Cetesb, por Mário Senaga