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UFOP realiza 5ª Jornada técnico-científica de Meio Ambiente Subterrâneo e Sustentabilidade

Evento tem como tema “Geotecnia em Meios Subterrâneos” – Com o tema central “Geotecnia e Meios Subterrâneos”, a 5ª Jornada Técnico-Científica de Meio Ambiente Subterrâneo e Sustentabilidade pretende pensar soluções sustentáveis para o uso de meios subterrâneos após o fim da exploração de minas. O evento será realizado na UFOP entre os dias 13 e 16 de junho e as inscrições para submissão de resumos poderão ser feitas até dia 18 de fevereiro.

A Jornada contará com debates para aprimorar e aumentar o conhecimento de profissionais da mineração sobre a sustentabilidade do ambiente de trabalho. O objetivo é pensar em formas de suporte para a mineração que possam transformar a atividade em um meio mais sustentável.

A importância da discussão se deve à grande quantidade de pontos de exploração envolvendo escavações cada vez mais profundas e a necessidade de reaproveitamento dessas áreas. “Para termos a recomposição da área minerada ou escavada para um novo uso, é indispensável o estudo geotécnico de estabilidade da escavação, da segurança em relação a pilares e condição pós-abandono pela mineração”, destacou o professor do Departamento de Engenharia de Minas (Demin), José Margarida da Silva.

Atualmente, é comum a utilização do espaço subterrâneo pós-uso da mineração para estocagem, criação de museus, atividades de lazer e realização de eventos. Dessa forma, a Jornada dará aos participantes oportunidades para discutirem esses usos e maneiras de otimização dos espaços.

Além de apresentação de trabalhos de estudantes de graduação, serão realizadas visitas técnicas em minas subterrâneas da região de Ouro Preto. O evento também contará com a participação de profissionais de renome internacional.

A 5ª edição do evento é uma realização do Departamento de Engenharia de Minas, da Escola de Minas da UFOP, que é representante do Brasil na RED MASYS, Rede Iberoamericana de Investigações no tema. A rede é financiada pelo Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para o Desarrollo (CYTED), do qual participam 11 países membros. A RED MASYS vem realizando jornadas técnico-científicas junto aos países membros e este ano será a vez do Brasil através do DEMIN/UFOP, com a participação do Departamento de Engenharia de Minas /UFG.

Contatos dos organizadores:

a) Vidal Navarro Torres, vntorres@ist.utl.pt ou Carlos Dinis da Gama, dgama@ist.utl.pt

b) DEMIN/UFOP: Adilson Curi, adilsoncuri@yahoo.com.br, José Margarida da Silva, jms@demin.ufop.br ou José Fernando Miranda, yletchako@yahoo.com.br

Fonte: Mining.com

Serviço geológico do estado do Rio de Janeiro faz manifestação pública junto ao CREA-RJ

Em respeito ao Serviço Geológico que estamos construindo e a cada um dos profissionais do sistema CREA/CONFEA que atuam no DRM-RJ e no Governo do Estado, o presidente do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro encaminhou ao presidente do CREA-RJ o ofício DRM/PRES no. 019/2012, comentando o “3º Relatório de Inspeção à Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro – Janeiro/2012” apresentado pelo CREA-RJ à imprensa no último dia 11 de janeiro. Logo o primeiro ponto de “recomendações ao estado”, após um ano do Mega Desastre da Serra Fluminense, o CREA-RJ demonstra desconhecer inteiramente as ações de governo face à tragédia, em especial aquelas executadas pelo Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, pois sugere algo (o mapeamento das áreas de risco) que já foi feito, há pelo menos seis meses, entregue aos municípios, ao Ministério Público estadual,  disponibilizado na página do DRM-RJ e exposto exaustivamente no Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental e no Simpósio de Geologia do Sudeste – e que serve de monitoramento da situação nas cidades.

O Serviço Geológico Estadual elaborou o mapeamento de risco remanescente em Teresópolis e o Serviço Geológico do Brasil, em cooperação com o DRM-RJ, elaborou o de Nova Friburgo. Não se trata de mera defesa de governo. É muito mais sério o descaso e o desconhecimento do órgão regulador da profissão pelo trabalho dedicado daqueles que lutam por uma atuação técnica competente no serviço público. Há muito o que fazer nesta área, sem dúvida, e a avaliação crítica é saudável e necessária. O que não está correto é o desconhecimento do que é público, numa avaliação que tem que ser estritamente técnica, como compete a um órgão regulador da profissão. Cópia do documento foi encaminhado a diversas entidades, como Clube de Engenharia, SBG-RJ, ABGE-RJ, APG-RJ e Febrageo e está disponível aos interessados, assim como a íntegra do relatório do CREA-RJ, bastando fazer contato com verapereira@drm.rj.gov.br.

Fonte: Informativo do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ)

Áreas de risco, geologia e arquitetura

Os graves e recorrentes problemas de ordem geológico-geotécnica que têm vitimado milhares de brasileiros, como processos de erosão/assoreamento/enchentes e deslizamentos de taludes e encostas, têm tido sua principal origem na incompatibilidade entre as técnicas de ocupação urbana e as características geológicas e geotécnicas dos terrenos onde são implantadas.

No caso específico dos deslizamentos, ou são ocupados terrenos que por sua alta instabilidade geológica natural não deveriam nunca ser ocupados – é o caso das expansões urbanas sobre a Serra do Mar, ou são ocupadas áreas de até baixo risco natural, perfeitamente passíveis de receber a ocupação urbana, mas com tal inadequação técnica que, mesmo nessas condições naturais mais favoráveis, são geradas situações de alto risco geotécnico – é o caso de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e tantas outras cidades brasileiras.

O fato é que, ao lado das deficiências crônicas de nossas políticas habitacionais, o que acaba obrigando a população mais pobre a buscar solução própria de moradia em áreas geologicamente problemáticas, não possuímos no país uma cultura técnica arquitetônica e urbanística especialmente dirigida à ocupação de terrenos de acentuada declividade. Isso se verifica tanto nas formas espontâneas utilizadas pela própria população de baixa renda na auto-construção de suas moradias, como também em projetos privados ou públicos  de maior porte e perfeitamente regulares que contam com o suporte técnico de arquitetos e urbanistas. Em ambos os casos, ou seja, no empirismo popular e nos projetos mais elaborados, prevalece infelizmente a cultura técnica da área plana. Isto é, através de cortes e aterros obtidos por operações de terraplenagem obsessivamente busca-se produzir os platôs planos sobre os quais irá ser edificado o empreendimento. Esse tem sido o cacoete técnico que está invariavelmente presente na maciça produção de áreas de risco a deslizamentos nas cidades brasileiras que, de alguma forma, crescem sobre relevos mais acidentados.

É imperiosa a necessidade da arquitetura e do urbanismo brasileiro incorporarem em sua teoria e sua prática os cuidados com as características geológicas dos terrenos afetados. Essa nova cultura automaticamente levaria a uma mais estreita colaboração entre Arquitetura, Geologia e Geotecnia. Como concisa diretriz, podemos entender que está colocado o seguinte desafio à arquitetura e ao urbanismo brasileiros: usar a ousadia e a criatividade para adequar seus projetos à Natureza, ao contrario de burocraticamente pretender adequar a Natureza a seus projetos.

 Artigo de autoria do  geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos:
•    Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT e Ex-Diretor da Divisão de Geologia
•    Autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Cubatão” e “Diálogos Geológicos”.
•    Consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente

XIII Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia Ambiental acontece em São Paulo

Teve início ontem, 2 de novembro às 18h, o 13° Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental – 13 CBGE, que acontece na cidade de São Paulo, até o dia 6 de novembro de 2011, no Espaço APAS, na rua Pio XI 1.200, Alto da Lapa.

Na cerimônia de abertura ocorreu o lançamento da Revista Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental – RBGEA e as premiações ABGE, seguidas da palestra especial “Geociências e o Desenvolvimento Sustentável”, pelo geólogo Umberto Cordani, com mediação de Fernando Kertzman.

O Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro está presente no evento com a apresentação de 12 trabalhos técnicos sobre os desastres na Serra Fluminense em 2011.

As visitas técnicas, a serem realizadas no dia 6 de novembro, incluirão Obras Subterrâneas do Metrô SP (visita 1) e Obras de Contenção de Riscos Geológicos do Bairro Jaguaré – SP (visita 2).

ArtCom Assessoria de Comunicação, com informações do Boletim DRM/RJ

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