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Assembleia pode instalar CPI para investigar áreas contaminadas em SP

Trinta e sete deputados da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) assinam o requerimento que pede a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), com a finalidade de investigar as áreas contaminadas existentes no Estado. A Comissão, que deve ser composta por nove membros e terá prazo de duração de 120 dias, aguarda parecer para ser instalada em 2012.

Segundo o requerimento, o enfoque principal da investigação deve se concentrar no Condomínio Barão de Mauá, no município de Mauá e Shopping Center Norte e Cingapura Zaki Narchi, no bairro Carandiru, no município de São Paulo.

De acordo com a justificativa, a lei estadual n° 13.577/2009 estabelece que área contaminada é uma área, terreno, local, instalação, edificação ou benfeitoria que contenha quantidades ou concentrações de matéria em condições que causem ou possam causar danos à saúde humana, ao meio ambiente ou a outro bem a proteger.

Os deputados argumentam que o passivo ambiental ocasiona sérias conseqüências ao meio ambiente e à saúde das pessoas expostas aos contaminantes, com prejuízos à imagem da empresa e penalidades previstas em lei. Em razão desse fato, a investigação de passivos ambientais está sendo utilizada em avaliações para negociações de empresas, principalmente naqueles relacionados com a aquisição de imóveis e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental recaem sobre os novos proprietários.

Conforme o requerimento, a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) iniciou o levantamento das áreas contaminadas no Estado em maio de 2002, apresentando uma lista de 255 áreas nessas condições. De acordo com o último levantamento, atualizado em dezembro de 2010, o Estado totaliza 3.675 áreas contaminadas. Do total, 13% (382) referem-se a áreas contaminadas relacionadas ao setor industrial. A Lei 13577/09 exige do responsável pela contaminação ou do proprietário do terreno atingido, nas hipóteses em que são possíveis essa identificação, a remediação e o monitoramento da área contaminada.

Os deputados também argumentam que “em todo o mundo o rescaldo das regiões que mudam seu perfil industrial para o terciário é desastroso e com a região metropolitana de São Paulo e mais especificamente com a grande ABC, um dos pólos industriais mais desenvolvidos da América Latina, não tem sido diferente. Incentivadas por terreno e mão-de-obra barata, oferecidas por municípios que acreditam num crescimento a partir da instalação em seu solo, dessas empresas, várias indústrias transferem-se para essas cidades, deixando em seus antigos terrenos, galpões abandonados e solos contaminados com verdadeiras sopas químicas, afetando a saúde de milhares de pessoas como foi o caso recente de Mauá, onde cerca de seis mil moradores encontram-se assentados sobre um solo contaminado”.

Para os deputados, os noticiários têm mostrado um quadro assustador, com a descoberta de verdadeiros caldeirões químicos sob os pés de moradores que acreditavam estar realizando o sonho da casa própria, quando na verdade estavam colocando suas famílias em áreas contaminadas. “O descuido para com o rejeito industrial em nosso ver tem como pano de fundo, questões econômicas, já que é mais vantajoso para algumas empresas jogar seus dejetos em qualquer canto do que dar uma destinação adequada a esses resíduos”, avaliam.

Barão de Mauá

No requerimento, os deputados lembram a questão do Condomínio Barão de Mauá, que foi tema de uma Frente Parlamentar e fruto de denúncia, pelo grave risco de morte em que se encontram aproximadamente 6 mil cidadãos – trabalhadores, mulheres e crianças – que hoje habitam o conjunto, vítimas de um dos maiores escândalos de contaminação criminosa do solo, da água e do ar que se tem notícia no Brasil, e também no exterior. Aproximadamente 1760 (um mil, setecentas e sessenta) famílias, distribuídas em 55 (cinqüenta e cinco) edifícios erguidos, há mais de 13 anos, vivem no local que se convencionou chamar “lixão”.

Segundo os deputados, a Juíza da 3a. Vara Cível de Mauá, Dra. Maria Lucinda da Costa, determinou a imediata construção das caixas d’água em sentido vertical, a evacuação do Residencial e a demolição de todos os 55 edifícios, além do pagamento de indenizações por danos materiais e morais aos proprietários e moradores.

Em setembro de 2010, os moradores receberam decisão favorável em segunda instância para que os prédios fossem demolidos e as famílias ressarcidas. Porém, tal veredicto foi modificado.

Conforme, despacho nº 002/CA/2011, da CETESB, datado de 18 de Agosto de 2011, ficou caracterizado que o condomínio encontra-se em área contaminada, e o Grupo Gestor de Áreas Contaminadas Críticas indica que a situação exige uma postura conservadora quanto ao gerenciamento de risco, qual seja a remoção dos receptores presentes nas áreas consideradas prioritárias – blocos 1, 2, 3, 4 e 5 da etapa 6, blocos 5, 6, 7 e 8 da etapa 2 e blocos 3 e 4 da etapa 4.

Carandiru

Quanto à região do Carandiru, os deputados argumentam que a CETESB notificou empresas e órgãos da prefeitura da capital paulistana que ficam na área, zona norte da cidade de São Paulo, solicitando investigações sobre possíveis riscos de contaminação por gás metano. Assim como o shopping Center Norte e o conjunto habitacional Cingapura, os prédios da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), do Instituto de Previdência Municipal (Iprem) e das lojas Expo Center Norte, Novotel, Decathlon e Lenços Presidente estão construídos em locais onde, nos anos 70, funcionavam depósitos de lixo.

As empresas e os órgãos públicos terão que coletar amostras de solo ou água subterrânea e enviar um relatório técnico para a CETESB. Se as suspeitas de contaminação forem confirmadas, a companhia avaliará a extensão do risco e adotará medidas para evitar danos a quem freqüenta o local. A agência ambiental também aguarda que a prefeitura informe a localização dos antigos depósitos.

Eles lembram que por causa do risco de explosão proveniente da concentração de gás metano emitido pelos resíduos abaixo do solo, a Justiça chegou a interditar o shopping Center Norte e o conjunto habitacional Cingapura, que também fica na avenida Zaki Narchi. O shopping ficou fechado por dois dias e foi reaberto após a Cetesb verificar que os dutos para a extração do gás metano do subsolo instalados no local estavam funcionando satisfatoriamente, eliminando o risco iminente de explosão.

“Assim, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar as áreas contaminadas do Estado de São Paulo, com enfoque principal no Condomínio Barão de Mauá/FIAT Magnetti Marelli e Bairro Carandiru/SP (Shopping Center Norte, Cingapura Zaki Narchi) será um importante instrumento para garantir que existam punições, previstas legalmente, para a contaminação e exposição das pessoas, e para a garantia de preservação da vida”, finalizam os deputados.

Aderiram ao pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para as áreas contaminadas do Estado de São Paulo, com enfoque principal no Condomínio Barão de Mauá/FIAT Magnetti Marelli, e Bairro Carandiru/SP (Shopping Center Norte, Cingapura Zaki Narchi) os seguintes deputados: Vanessa Damo, Pedro Bigardi, Baleia Rossi, Alex Manente, Luiz Cláudio Marcolino, Itamar Borges, Campos Machado, Vinícius Camarinha, André Soares, Carlos Giannazi, Olímpio Gomes, Alencar Santana, Donisete Braga, Rodrigo Moraes, Jooji Hato, Ana do Carmo, João Paulo Rillo, Heroilma Soares Tavares, Carlos Bezerra, Luis Carlos Gondim, Simão Pedro, Geraldo Cruz, Jorge Caruso, Gerson Bittencourt, Adriano Diogo, Enio Tatto, Ulysses Tassinari, Welson Gasparini, Pedro Tobias, Antonio Salim Curiati, Orlando Bolçone, Ed Thomas, Carlos Cezar, Telma de Souza, Marcos Neves, André do Prado, Gilmaci Santos.

Fonte: Observatório Eco

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Shopping em SP entrega relatório sobre contaminação

A empresa Center Norte entregou à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) o relatório sobre a presença de gás metano em outras propriedades localizadas na região do Shopping Center Norte, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, e solicitou a prorrogação do prazo para a entrega da investigação confirmatória.

Vários estabelecimentos comerciais construídos na região estão sobre um lixão e o gás metano do material em decomposição poderia causar explosão. Em outubro, o Center Norte foi interditado por 2 dias por causa do risco de explosão e foi reaberto após colocação de drenos.

Esses estudos foram solicitados pela Cetesb no dia 11 de outubro, por conta das suspeitas de contaminação gerada pela disposição de resíduos. O objetivo principal dos estudos é confirmar ou não a existência de contaminação e verificar a necessidade da realização de uma investigação mais detalhada nas áreas. A confirmação da contaminação se dá basicamente pela coleta de amostras e análises de solo ou água subterrânea nas áreas suspeitas.

Segundo a Cetesb, os estudos entregues pela empresa se referem às áreas do hotel Novotel e a loja de produtos esportivos Decathlon. Sobre o terreno do Expo Center Norte, até o momento foi entregue somente o estudo de avaliação da presença de gás.

A empresa Lenços Presidente, também localizada próximo ao antigo complexo do Carandiru, onde no passado recebia resíduos da cidade de São Paulo, atendeu parcialmente à exigência feita pela agência ambiental, entregando um relatório de investigação preliminar (e não confirmatória, como foi solicitado) e estudo de avaliação de gases.

Fonte: Agência Estado

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Cetesb pede novas investigações de áreas contaminadas por lixão em SP

Estabelecimentos como Expo Center Norte e lojas Decathlon têm o prazo de 45 dias para apresentarem novos relatórios

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) solicitou às empresas localizadas na área dos antigos depósitos de lixo da zona norte e à Prefeitura de São Paulo uma investigação confirmatória sobre a condição do chamado complexo Carandiru. A intenção é investigar se há outros estabelecimentos em risco devido a um possível vazamento do gás metano no complexo.

Segundo o órgão, por meio de nota, o pedido foi enviado no último dia 11 ao Expo Center Norte, Novotel, lojas Decathlon e Lenços Presidente e à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e ao Instituto de Previdência Municipal (Iprem). Todos terão o prazo de 45 dias para apresentarem relatórios com os dados técnicos da região.

Com base em levantamento aéreo da região, a Cetesb informou que as áreas onde estão localizadas a sede da Delegacia Geral de Polícia (Deic) e o Termina Rodoviário Tietê não são tratadas como suspeitas. “Entretanto, a agência ambiental aguarda o envio, por parte da prefeitura, das informações já solicitadas sobre a localização de antigos depósitos de lixo na região, para providenciar o complemento das investigações”, diz a nota.

Moradores protestam contra interdição de conjunto habitacional da avenida Zaki Narchi/ Foto: Oslaim Brito/Futura Press

Center Norte e Cingapura

Há pouco menos de um mês, a agência ambiental notificou o Shopping Center Norte pela alta presença do gás metano e pediu que fosse instalado um novo sistema de extração de gases. Como a Cetesb não é responsável pelo licenciamento do local, o órgão comunicou a situação de emergência à Secretarias de Controle Urbano e ao Ministério Público (MP), que pediu a interdição do estabelecimento.

No dia 27 de setembro, a Prefeitura de São Paulo acatou a orientação do MP e determinou a interdição do shopping. Segundo a prefeitura, o complexo havia entrado em uma lista de “Áreas Contaminadas Críticas” da Cetesb. Após última vistoria da agência ambiental, realizada no último dia 6, quando o estabelecimento apresentou as obras realizadas para instalação de drenos, a prefeitura suspendeu a interdição.

Quatro dias depois da situação do Center Norte estar aparentemente resolvida, a Justiça de São Paulo determinou a interdição e a remoção das famílias do conjunto habitacional Cingapura Zaki Narchi. A decisão cabia recurso e a prefeitura apresentou pedido de reconsideração dizendo ter “em vista as medidas realizadas para minimizar os efeitos do gás no local e não havendo risco imediato à população”.

Houve protesto dos moradores contra a decisão do juiz. Eles queimaram latões de lixo e interditaram a avenida Zaki Narchi manifestando contra a medida judicial. No dia seguinte, no dia 11 deste mês, o juiz suspendeu sua decisão dizendo que “as medições da Cetesb não indicaram a presença do gás metano em qualquer área confinada do conjunto habitacional”.

Fonte: Portal Ig

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Terrenos contaminados – quem paga o pato?

Por Raquel Rolnik

Em 1950, quando o governo do então presidente Eurico Gaspar Dutra instalou, no recém-inaugurado Instituto de Malariologia, na Baixada Fluminense, uma fábrica de pesticida (HCH – hexaclorociclohexano – o “pó-de-broca”), talvez ainda não fossem conhecidos os riscos da contaminação do solo e o que isso poderia causar à saúde das pessoas. O instituto funcionava dentro da Cidade dos Meninos, um projeto social do governo federal inaugurado em 1943.

No início dos anos 1960, a fábrica foi desativada, deixando abandonada em suas instalações algo em torno de 300 toneladas de material químico. O resultado é que o solo foi contaminado e, tempos depois, exames de sangue realizados em jovens da Cidade dos Meninos constataram uma elevada taxa de contaminação por HCH. A história foi parar na Justiça.

Hoje, em pleno terceiro milênio, o perigo da ocupação de áreas contaminadas sem que um processo de descontaminação tenha sido feito já é mais do que conhecido no Brasil e no mundo. Eu diria que mesmo há quinze ou vinte anos atrás, quando vários conjuntos habitacionais, condomínios e centros de compras ocuparam áreas de antigos lixões ou de indústrias altamente poluentes que fecharam as portas, os riscos já eram conhecidos.

No Estado de São Paulo, o debate sobre poluição industrial existe desde os anos 1970, pelo menos, e desde 2001 a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) faz o levantamento de áreas contaminadas. Mas apenas no final de 2009 uma norma nacional específica sobre o tema foi estabelecida no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

De acordo com a Cetesb, mais de 3.600 áreas contaminadas já foram identificadas em São Paulo, sendo algumas delas consideradas críticas. Por incrível que pareça, algumas dessas áreas ainda estão ocupadas e, na maioria das vezes, quando os proprietários são acionados por órgãos públicos através de alertas e multas, preferem enfrentar o problema na Justiça.

Vejamos o caso do Shopping Center Norte, construído sobre um lixão. Uma guerra de liminares e contra-liminares abre e fecha o shopping, enquanto no vizinho conjunto habitacional Cingapura, construído na década de 1990 pela própria prefeitura em cima do mesmo lixão, os moradores aguardam uma solução.

A prefeitura diz que não há perigo iminente de explosão, mas, sexta-feira passada, a Justiça determinou a remoção imediata dos moradores, que, obviamente, não querem sair. A questão é que as pessoas sabem o que geralmente ocorre numa remoção: elas passam a viver em moradias “provisórias”, muito mais precárias, ao longo de vários anos, sem que o prometido retorno para suas antigas casas aconteça. Até que fica tudo por isso mesmo… É por isso que elas não querem sair.

Coincidentemente (ou não?), na lista de áreas críticas da Cetesb existem mais duas Cohabs – uma em Heliópolis e outra em Vila Nova Cachoeirinha. Certamente, ali, os moradores não contrataram advogados para acionar a prefeitura e exigir indenizações. Certamente, ali, o custo da descontaminação – geralmente alto – tem sido uma justificativa para a ausência de ação imediata e definitiva, para além de um monitoramento deriscos.

Este é um dos xis da questão: descontaminar uma área antes de ocupar é caro. Este custo deveria ser arcado por quem causou a poluição, mas, no Brasil, sempre se dá um jeitinho – “o terreno ficou ali vazio e ninguém precisa saber que ele está contaminado, né?”. Então se constrói em cima e “depois se resolve”. Só que o depois, muitas vezes, pode custar a saúde e a vida de muitas pessoas. E, evidentemente, a questão está bem mal encaminhada em termos de gestão e de identificação de responsabilidades.

Fonte: Conversa de Hidrogeólogos

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Cetesb investiga contaminação por metano no Carandiru

Companhia ambiental exige laudo de empresas construídas em cima de depósitos de lixo. Center Norte e Cingapura chegaram a ser interditados

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) notificou empresas e órgãos da prefeitura da capital paulistana que ficam na região do Carandiru, zona norte da cidade, solicitando investigações sobre possíveis riscos de contaminação por gás metano. Assim como o shopping Center Norte e o conjunto habitacional Cingapura, os prédios da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), do Instituto de Previdência Municipal (Iprem) e das lojas Expo Center Norte, Novotel, Decathlon e Lenços Presidente estão construídos em locais onde, nos anos 70, funcionavam depósitos de lixo.

As empresas e os órgãos públicos têm 45 dias para coletar amostras de solo ou água subterrânea e enviar um relatório técnico para a Cetesb. Se as suspeitas de contaminação forem confirmadas, a companhia avaliará a extensão do risco e adotará medidas para evitar danos a quem frequenta o local.

A agência ambiental também aguarda que a prefeitura informe a localização dos antigos depósitos. Baseada em fotos aéreas, a Cetesb concluiu que, a princípio, a região em que estão o Terminal Rodoviário Tietê, na avenida Cruzeiro do Sul, e a Delegacia Geral de Polícia, na avenida Zaki Narchi, não estão sob suspeita.

Interdições - Por causa do risco de explosão proveniente da concentração de gás metano emitido pelos resíduos abaixo do solo, a Justiça chegou a interditar o shopping Center Norte e o conjunto habitacional Cingapura, que também fica na avenida Zaki Narchi. O shopping ficou fechado por dois dias e foi reaberto após a Cetesb verificar que os dutos para a extração do gás metano do subsolo instalados no local estavam funcionando satisfatoriamente, eliminando o risco iminente de explosão.

Fonte: Revista Veja

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Prefeitura de SP começa a instalar drenos no Cingapura

Técnicos da Prefeitura de São Paulo iniciaram na manhã desta terça-feira o processo de instalação de 20 drenos de gás no conjunto habitacional Cingapura da avenida Zaki Narchi, zona norte de São Paulo.

Na sexta-feira (8), a Justiça determinou a interdição do local, devido ao risco de explosão por conta da presença de gás metano no subsolo. A prefeitura entrou com recurso na segunda (10), e uma audiência deve decidir hoje sobre a possível retirada dos moradores do conjunto habitacional.

Equipes estão no local para realizar avaliações e perfurar os locais onde serão instalados os drenos para a retirada do gás do solo. O processo é supervisionado pela Cetesb (agência ambiental do Estado).

De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação, desde a última sexta são realizadas medições diárias no conjunto habitacional.

Em nota, a Cetesb informou que, após uma vistoria, não foi detectada a presença de metano na segunda (10) na creche Nair Salvado, que fica no Cingapura. Segundo a agência, não há risco iminente de explosão.

REUNIÃO

Uma audiência deve decidir hoje sobre a possível retirada dos moradores do conjunto habitacional Cingapura. A reunião, que começa às 14h30, deve ter a presença de técnicos da Cetesb (órgão ambiental paulista), representantes do Ministério Público e da prefeitura.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participam de uma manifestação na noite de segunda-feira (10) e bloqueiam parte da avenida Zaki Narchi, com lixo e fogo. No início do protesto, algumas pessoas jogaram pedras em ônibus, segundo a polícia.

O conjunto fica perto do shopping Center Norte, que foi fechado pela prefeitura pelos mesmos motivos, mas reabriu após a instalação de 11 drenos de gás.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Center Norte traz à tona caso Barão de Mauá

A contaminação do solo por conta do descarte irregular de lixo voltou a ser discutida após a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e a Prefeitura de São Paulo apertarem o cerco contra o shopping Center Norte, localizado na zona norte da capital. A repercussão trouxe, mais uma vez, a lembrança do caso Barão de Mauá, em Mauá.

Há mais de uma década foi divulgada a informação que os prédios, localizados no parque São Vicente, foram construídos em cima de um terreno que foi utilizado como aterro irregular de resíduos industriais.

Os moradores do local se dividem entre a esperança e a descrença quando questionados se o caso Center Norte poderá contribuir para que o impasse – que se arrasta desde o ano 2000 – seja resolvido.

Síndica do condomínio Ponta da Areia, Aparecida de Benedito Bolsarim avalia que a repercussão fez os moradores relembrarem a real dimensão do problema. “Tinha pessoa que não sabia como o gás metano agia. Como agora está passando na televisão todo dia, mostrando que contamina e que pode explodir, tem muita gente em pânico”, relata.

A dona de casa Nívea Alves de Souza Aci lembra que o caso Center Norte envolve a contaminação apenas por um tipo de gás, enquanto em Mauá 44 substâncias tóxicas foram encontradas no solo. “Aqui a situação é muito mais grave. Lá só tem o gás metano. No Barão de Mauá são várias substâncias que fazem mal. Meu marido teve câncer e desconfio que isso pode ter contribuído”, destaca.

Histórico

O Caso Barão de Mauá veio à tona em abril de 2000, quando um acidente matou Geraldo Riviello, funcionário de uma empresa que fazia manutenção de uma bomba usada para distribuir água para prédios do conjunto residencial.

A fatalidade aconteceu quanto o técnico entrou em um poço e acendeu um isqueiro para iluminar o local. A explosão, causada por gases concentrados, matou Geraldo e feriu gravemente outro funcionário. No ano seguinte veio a confirmação que o solo estava contaminado com substâncias tóxicas.

O terreno onde foram construídos os prédios do condomínio foi utilizado por décadas pela Cofap como aterro irregular de resíduos industriais.

A viúva de Geraldo Riviello, Maria Francesca Riviello, ainda tenta na Justiça receber indenização. Sobre o caso Center Norte, ela alerta: “Concordo que tem que fechar o shopping. Pode acontecer lá o que aconteceu com o meu marido, mas em proporções ainda maiores”. Ela reclama que mesmo com a volta do assunto, o caso Barão de Mauá não tem a repercussão devida.

Moradores buscam indenização na Justiça

Os moradores do Conjunto Residencial Barão de Mauá brigam na Justiça para receber indenização por conta da contaminação do solo. O impasse, no entanto, ainda se arrasta no Judiciário, sem previsão de quando será resolvido.

O advogado José Luiz Corazza representa cerca de 450 famílias e vê um lado positivo na repercussão do caso Center Norte. “A contaminação da área do shopping chamou novamente a atenção para o Barão de Mauá. A mídia não costuma dar visibilidade ao caso”, reclama.

Segundo Corazza, o processo está parado no Tribunal de Justiça de São Paulo. “A Cofap entrou com mais um embargo de declaração. Vamos aguardar publicação do acórdão para recorrer ao STJ e STF e tentar resolver o caso”, explica.

Cetesb

No dia 13 de setembro, a Cetesb comunicou aos síndicos do conjunto residencial que moradores de 11 prédios do Barão de Mauá precisariam ser retirados.

A companhia deve se reunir novamente com os moradores nos próximos dias para dar continuidade ao caso. Apesar disso, segundo avaliação da própria Cetesb, a maioria dos edifícios não foi erguida em área contaminada e o risco de explosão está sob controle.

São Bernardo tem caso semelhante

Moradores do Jardim das Oliveiras passam por situação parecida com a dos residentes do Conjunto Residencial Barão de Mauá. Cerca de 800 famílias moram em casas construídas em um terreno que serviu como lixão de resíduos industriais no início da década de 90.

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) chegou à conclusão de que a área está contaminada com metais como chumbo, zinco, mercúrio e cobre. Foram detectados também compostos orgânicos em quantidade superior ao permitido. Apesar disso, o IPT avaliou que a contaminação não oferece perigo algum aos moradores.

A Cetesb considerou que o estudo, apresentado em 2008, não foi suficientemente detalhado. Naquele ano, a companhia recomendou à prefeitura de São Bernardo uma série de medidas como a criação de um projeto para retirada dos resíduos, a elaboração de um mapa de risco, realização de novas sondagens no solo e a implantação de medidas para evitar o uso da água subterrânea.

O terreno fica em área de proteção aos mananciais, no bairro Alvarenga, próximo à estrada da Cama Patente.

Fonte: Repórter Diário, por Tiago Oliveira

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Center Norte, Cetesb e MP assinam termo de ajustamento de conduta

Documento estipula medidas para shopping afastar risco de explosão. Center Norte, Lar Center e Carrefour podem fechar as portas até sexta (30)

Representantes do Ministério Público, do Center Norte e da Cetesb assinaram na tarde desta quarta-feira (28) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que prevê as medidas que o shopping terá de tomar para afastar o risco de explosão.

Os comerciários estão preocupados com a situação, já que o shopping pode ter que fechar as portas na sexta-feira (30). A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, no entanto, poderá cancelar o fechamento caso considere o TAC satisfatório. O documento ainda não foi recebido pelo órgão.

Pelo Termo de Ajustamento de Conduta assinado nesta quarta-feira, os administradores do Shopping Center Norte se comprometem a cumprir ao menos dez medidas preventivas. Em caso de descumprimento de qualquer uma delas, a pena prevista é uma multa diária de R$ 100 mil, segundo o TAC.

O centro de compras, localizado na Zona Norte de São Paulo, terá, por exemplo, 20 dias “para completar a instalação e dar início à operação do sistema de drenagem de gases, interligado ao sistema de exaustão do subsolo nas nove áreas já identificadas nos estudos apresentados pelo empreendedor”.

O monitoramento da presença de gases (explosividade, pressão, CH4 e O2) nos poços de medição já instalados, utilidades subterrâneas e nas lojas terá de ser diário. O plano de monitoramento de gases, apresentado no dia 31 de agosto à Cetesb, terá de ser complementado pelo Center Norte em 15 dias, de forma a ampliar a área e o número de pontos de medição.

Além disso, o shopping terá de apresentar em cinco dias úteis um plano de contingência a ser implementado em situações de risco iminente em razão da intrusão de gás metano. Toda vez que for constatada a presença de gases com risco iminente detectada no monitoramento, o Center Norte se compromete a adotar de imediato as medidas de emergência previstas no Plano de Contigência.

Será preciso também apresentar à Cetesb complementações ao Plano de Comunicação aos lojistas e frequentadores do shopping e ao Plano de Gerenciamento de Crises em cinco dias úteis a partir do recebimento da comunicação da agência ambiental.

O Center Norte está obrigado a apresentar à Cetesb novo cronograma da sequência da investigação detalhada e implantação das medidas de intervenção, incluindo a área do Lar Center e do Carrefour, seguindo orientação do órgão ambiental, em 15 dias. O documento estabelece que o shopping terá de manter a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente informada sobre todas as ações por ele adotadas.

De acordo com o TAC, os valores eventualmente desembolsados deverão ser revertidos em favor de Fundo Estadual de Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas.

Nesta quarta-feira (28), houve protestos no Shopping Center Norte pedindo mais segurança. Faltando dois dias para que o lugar feche as portas e cumpra a determinação da Prefeitura, os comerciantes convivem com a falta de consumidores.

Área contaminada

O Shopping Center Norte entrou na lista de Áreas Contaminadas Críticas da Cetesb por causa da existência do gás metano no terreno, que foi aterrado com lixo, segundo os técnicos da companhia, nos anos 80. Não há solo natural até dez metros de profundidade. O material em decomposição produz gás metano e, segundo a Cetesb, os níveis estão acima do permitido, com risco de explosões.

O shopping Center Norte diz que oito equipamentos para drenar o gás vão ser instalados no local, mas não precisa quando eles devem começar a funcionar. Segundo a assessoria, entretanto, o estabelecimento está seguindo o cronograma combinado com a Cetesb.

O diretor de controle da Cetesb, Geraldo Amaral, diz que o monitoramento do shopping teve início em 2004. Ele afirma por que o terreno só entrou na lista tanto tempo depois. “A partir deste ano, as situações de risco ficaram mais presentes e começamos a exigir medidas para que esses riscos fossem eliminados”, conta. Segundo Amaral, como as medidas não foram tomadas, foram aplicadas multas e a área foi incluída na lista.

Em nota, o Carrefour informa já ter contratado uma consultoria ambiental e uma empresa especializada em medições.

Fonte: G1

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2º CIMAS: de 4 a 6 de outubro de 2011

Center Norte recebe auto de interdição e tem 72h para fechar

O shopping Center Norte, seu complexo de estacionamentos, o hipermercado Carrefour e o Lar Center, que ficam em região contaminada por gás metano na zona norte de São Paulo, receberam um auto de interdição da Prefeitura de São Paulo na manhã desta terça-feira, 27. Os estabelecimentos terão 72 hora para fechar, pois, segundo a Prefeitura, há risco de explosão. Além de ter que suspender suas atividades, o estabelecimento foi multado em R$ 2 milhões por descumprimento do Artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais.

Shopping Center Norte, na zona norte de São Paulo. Foto: EVELSON DE FREITAS / AE

Segundo informações da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, técnicos da secretaria estiveram na manhã desta terça-feira, 27, no estabelecimento e aplicaram a multa, por deixar de atender exigências da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

A medida é válida por tempo indeterminado, até que o estabelecimento comprove que as exigências da Cetesb foram implementadas.

O Center Norte também foi intimado a atender a legislação que exige permeabilidade nos estacionamentos, que estabelece a obrigatoriedade de manter 30% destas áreas permeáveis ou com piso drenante, e também a lei municipal que exige uma árvore para cada 40m² de estacionamento.

O prazo para apresentar projeto é de 30 dias. Fiscais da Subprefeitura da Vila Maria, que acompanharam a fiscalização, serão responsáveis pela verificação do cumprimento do termo de suspensão total das atividades.

A Comissão de Política Urbana marcou para esta quarta-feira, 28, uma audiência pública para se discutir os riscos de explosão na região onde se localiza o Shopping Center Norte. A sessão será realizada na Câmara Municipal.

Processo. A Prefeitura quer abrir um processo contra o shopping transitado em julgado no STF na década de 1990. A autorização para funcionamento do empreendimento, sem que o shopping desse nenhuma contrapartida à cidade, foi dada pelo prefeito Reynaldo de Barros. Em 1984, o então prefeito Mário Covas, exigiu que o shopping devolvesse uma área de 46 mil metros quadrados ao município. O processo ficou 5 anos na Justiça até que o STF deu ganho de causa ao empreendimento. É esse processo que, passados 22 anos, a Prefeitura quer reabrir.

Histórico. Em abril de 2003, vereadores da CPI das Áreas Contaminadas receberam denúncias de que o Cingapura e todo o complexo onde estão o Center Norte, Lar Center e Expo Center Norte estão sobre um antigo lixão. Os parlamentares pediram que a Cetesb investigasse a informação, o que a entidade começou a fazer dez meses depois, em fevereiro de 2004.

Em novembro de 2009, depois de ser acionada pelo Ministério Público, a Cetesb solicitou à Prefeitura uma investigação do solo do conjunto. Dezessete meses depois, em abril deste ano, um estudo da Secretaria Municipal de Habitação apontou a existência de metano na área, mas sem risco de explosão – dado confirmado em outra medição, em julho.

No dia 16 de setembro, o Shopping Center Norte, empreendimento de 110 mil m² e 311 lojas construído no início dos anos 1980 sobre um antigo lixão, entrou para a lista de “áreas contaminadas críticas” do Estado.

Pelo complexo onde está o Center Norte, que inclui ainda Lar Center, Expo Center Norte e Novotel, passam cerca de 800 mil pessoas durante os fins de semana.

A Cetesb constatou gás metano na área das lojas, em índice que superou 5% da composição do ar, nos dias 17, 21 e 22 de julho – ou seja, com risco de explosão. O órgão pediu então medidas urgentes ao shopping, como a ventilação de espaços fechados – caso das galerias de telefonia e de esgoto e dos depósitos das lojas.

Texto atualizado às 17h29 para acréscimo de informações

Fonte:  Estadão.com.br, por Diego Zanchetta e Solange Spigliatti

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