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Governo irá implantar 800 pontos de monitoramento em 22 aquíferos brasileiros

Governo irá implantar 800 pontos de monitoramento em 22 aquíferos brasileiros Maria Antonieta apresenta os avanços e projeções  de crescimento da rede  O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) vai implantar 800 pontos de monitoramento em 22 aquíferos brasileiros até 2014. Este ano, serão perfurados 160 poços, em outros 120, cedidos por companhias de saneamento, serão instalados equipamentos. Esses dados foram divulgados durante a reunião da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas, na terça-feira (6), na sede do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, em Brasília.

Durante o encontro, o chefe do Departamento de Hidrologia, Frederico Claudio Peixinho e a geóloga Maria Antonieta Alcântara Mourão, coordenadora do projeto de Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (Rimas) apresentaram os projetos que estão sendo desenvolvidos pela instituição para o monitoramento das águas subterrâneas, em especial, nos aquíferos brasileiros, entre eles, Guarani, Bauru, Urucuia, Beberibe e Alter do Chão.

A geóloga Maria Antonieta explicou que atualmente a rede de monitoramento conta com 213 pontos, cerca de 10% são poços cedidos pelas companhias estaduais de abastecimento. “A meta é chegar em 2014 com 800 pontos de monitoramento”. A coordenadora destaca que para alcançar a meta, a CPRM irá investir em parcerias com empresas de abastecimento dos estados para utilizar os poços já existentes.

“Essa é uma forma de otimizar os recursos. Os dados coletados pelo projeto serão armazenados e disponibilizados para consulta no Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (Siagas) ”, informa a coordenadora.

Segundo Frederico Peixinho, chefe do Departamento de Hidrologia, nos últimos dois anos, foram investidos cerca de R$ 8 milhões na implantação e manutenção da rede de monitoramento. O valor inclui a compra de modernos equipamentos e veículos para deslocamento dos técnicos. Este ano, a CPRM vai investir cerca R$ 4,5 milhões. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Peixinho informou ainda que a CPRM possui 170 técnicos trabalhando em projetos relacionados com as águas subterrâneas e superficiais. Destes, 80 são engenheiros hidrólogos e 70 geólogos.

Além da CPRM, participaram da reunião representantes do Ministério do Meio Ambiente, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e Agência Nacional de Águas (ANA).

Fonte: Informe CPRM

“Metrópoles terão problemas de abastecimento de água”

Presidente do Comitê do Fórum Mundial da Água, Benedito Braga, fala sobre evento mundial de gestão de recursos hídricos e diz que SP pode sofrer desabastecimento

Débora Spitzcovsky, do inShare

São Paulo – Parece uma realidade absurdamente distante para quem, todos os dias, abre a torneira e obtém, imediatamente, água potável, mas Benedito Braga, presidente do Comitê Internacional do Fórum Mundial da Água* e vice-presidente do Conselho Mundial de Água*, alerta: se a população não pressionar e os governos não tomarem medidas urgentes para melhorar a qualidade do abastecimento de água nas grandes metrópoles, em dez anos, cidades como São Paulo, Pequim, na China, Mumbai, na Índia, e Dacar, no Senegal, sofrerão com a falta de água e enfrentarão um regime severo de economia do recurso.

O motivo? “Por conta da urbanização irregular, os rios estão cada vez mais sujos e, consequentemente, os sistemas de abastecimento cada vez mais precários. O limite da relação oferta/demanda de água está no limite e é preciso buscar o recurso em mananciais cada vez mais distantes, onde o m³ de água é cada vez mais caro”, explicou Braga, que ainda pontuou: “É ilusão achar que a população vai deixar de crescer e a demanda não mais aumentará. A classe política deve enfrentar o problema agora, com boas obras de abastecimento que devem ser feitas de forma integrada, afinal, as bacias hidrográficas do Brasil não acompanham os limites geográficos do país”.

Acompanhar e participar dos debates da 6ª edição do Fórum Mundial da Água pode ser uma excelente oportunidade para governos e sociedade civil vislumbrarem soluções para uma gestão hídrica adequada, que garanta água e saneamento básico para todos os cidadãos. O evento, que acontece entre 12 e 17/03, em Marselha, na França, reunirá representantes de mais de 180 países que debaterão o tema em diferentes formatos. Entre eles:

- Mesas Redondas Ministeriais, que discutirão assuntos-chave relacionados à água com ministros de diversos países. Izabella Teixeira, por exemplo, que é ministra do Meio Ambiente do Brasil, já confirmou sua presença na mesa “Mudanças Climáticas e Mecanismos de Mitigação”;

- Triálogos, que reunirão parlamentares, prefeitos e ministros que atuam em uma mesma região para discutir medidas integradas para uma boa gestão da água;

- Encontro Presidencial de Alto Nível, entre os principais líderes mundiais. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, já confirmou presença e a presidente Dilma Rousseff foi convidada a participar da reunião, mas ainda não respondeu ao convite.

As discussões realizadas durante o Fórum resultarão em um documento que será apresentado na Rio+20 – Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho, no Rio de Janeiro. “O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou ao nosso Conselho, já em 2010, que a água teria lugar especial nos debates da Rio+20. Isso é excelente, uma vez que a Conferência vai produzir uma declaração legalmente vinculante, enquanto o Fórum serve para fomentar as discussões sobre o tema, mas não tem força de lei”, disse Braga.

Cidadãos que queiram opinar a respeito de soluções que podem ser incorporadas aos debates e ao documento final do Fórum também têm vez na nova dinâmica do evento. Pela primeira vez, o Conselho Mundial da Água, que organiza o encontro, criou uma plataforma digital, batizada de Solutions For Water*, em que qualquer membro da sociedade civil pode postar ideias para melhorar a gestão de água no planeta e, ainda, consultar as sugestões feitas por outros cidadãos. As soluções postadas estão sendo lidas e triadas pelas organizações que participarão dos debates do Fórum para que, se pertinentes, sejam incorporadas aos debates oficias do evento.

Experiências Brasileiras bem-sucedidas

Na opinião de Benedito Braga, para uma boa gestão dos recursos hídricos, que garanta acesso à água e ao saneamento básico para todos, são necessários três fatores: vontade política, financiamento e capacitação técnica.

Iniciativas bem-sucedidas a respeito da questão, que servem como inspiração, não faltam e não é necessário ir tão longe para conhecê-las. A cidade de Sorocaba, no Estado paulista, por exemplo, aparece no ranking das dez cidades mundiais que melhor cumpriram o Consenso de Istambul ou Pacto das Águas – um documento, resultante da quinta edição do Fórum Mundial da Água, assinado por diversos governos locais, que propõe compromissos para o acesso universal à água e ao saneamento.

Já no Nordeste, a falta de água potável em algumas regiões e os avanços da tecnologia no setor levaram alguns municípios a utilizar a técnica da dessalinização para ter acesso ao recurso. A água é consumida pela população e o sal é colocado na raiz de uma planta típica da região, a Atriplex, que, segundo estudos da Embrapa, absorve o resíduo e é uma excelente fonte de nutrientes para o gado.

“Se realmente houver vontade política, financiamento e incentivo técnico, cada pedacinho do mundo é capaz de encontrar a solução mais adequada para a boa gestão da água, possibilitando que todos os cidadãos do planeta tenham o acesso que merecem ao recurso”, concluiu Braga.

Fonte: Portal Exame.com

Medicamentos despejados na àgua causam as superbactérias”, diz presidente do CRF/MS

O destino de medicamentos vencidos da “farmacinha”, existente na maioria das casas, geralmente é o ralo da pia da cozinha ou do banheiro. “A química segue para o lençol freático e acaba contaminando a água que bebemos. E a destinação correta para esses remédios é a incineração. Pensando no erro criamos a Lei 168/10, para que o descarte dos produtos seja correto”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi (PMDB).

Siufi buscou locais de descarte. Foi firmada uma parceria com os Postos de Saúde e, na rede privada, quem saiu na frente foi à rede de farmácias São Bento, que iniciou o Projeto Destino Consciente. “Meus pacientes, em apenas dois meses juntaram milhares de medicamentos e nós entregamos hoje para serem incinerados”, explica Siufi.

Bactérias super resistentes

De acordo com o presidente do CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Abraão, os antibióticos jogados na água matam as bactérias e elas reconhecem a estrutura química do medicamento, tornando-as ainda mais resistentes. “São as chamadas superbactérias, que causam doenças que podem levar até a morte”, afirma o presidente.

O problema do descarte de medicamentos de forma incorreta, segundo o presidente, foi constatado em 2008. “Um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que estamos próximo a um caos de doenças causadas por superbactérias. Mas, bem antes disso, já levantamos essa bandeira aqui no Estado e procuramos medidas para recolherem os medicamentos”, diz o presidente.

Outro alerta a população, segundo o presidente, seria o uso racional do remédio. “Um estudo aponta que 80% dos remédios vencidos estão nas residências e a nossa preocupação é enorme, já que as pessoas se medicam sozinhas ou com o farmacêutico, sem passar pela consulta e ter o diagnóstico correto”, avalia o presidente.

A campanha continua e quem quiser pode depositar o remédio nos locais de coleta da Rede São Bento e postos de saúde da Capital.

Fonte: MidiaMax news

Regularização pelo Uso da Água cresce 20% em 2011

Em 2011, a ANA regularizou 1.358 usuários, entre os quais 1.103 outorgados por meio de resoluções específicas e 221 regularizados por meio de dispensa de outorga de direito pelo uso da água, por se tratarem de usos considerados insignificantes, conforme definido em Lei 9.433/97. Do total de usuários outorgados, as finalidades principais mais demandadas foram: irrigação (525), indústria (151), mineração (141), abastecimento público (120) e aquicultura (77).

Em parte, o aumento no número de usuários regularizados ocorreu devido aos resultados obtidos com as campanhas de regularização realizadas nas bacias do Verde Grande e do Paraíba do Sul, em 2011.

Em dezembro de 2011, foram outorgados, em lote, 221 usuários em corpos de água de domínio da União na bacia do rio Paraíba do Sul (Resolução n° 860/2011), em uma ação integrada que outorgou os usuários de forma conjunta a partir dos dados cadastrados no Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos – CNARH.

O aumento no número de regularizações também é resultado da sinergia do sistema de gestão de recursos hídricos com outros sistemas do governo federal. Um exemplo disso é o fato de o sistema financeiro estar solicitando que usuários de recursos hídricos só tenham acesso a custeio agrícola se estiverem regularizado, conforme explica o gerente de outorga da ANA, Luciano Meneses.

Entre os exemplos de outorgas emitidas em 2011 está a Resolução n° 461/2011 que outorgou, no rio São Francisco, 17 projetos da Companhia de Desenvolvimentos dos Vales do São Francisco e do Parnaíba: Itiúba, Nilo Coelho, Curuçá, Maniçoba, Tourão, Mandacaru, Betume, Bebedouro, Cotinguiba-Pindoba, Jaíba, Boacica, Pirapora, Propriá, Marituba, Jacaré-Curituba, Gorotuba e Estreito.

Em 2011, também foi emitida a outorga para o Sistema de Transposição de Desnível – Tucuruí , para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, por meio da Resolução n° 558/2011. O sistema de transposição é composto por duas eclusas e um canal para o qual foram alocados 1.185.000 m³/dia, o que permite duas operações por dia em cada sentido. O aumento do número de operações, para até 16 eclusagens por dia, foi condicionado à apresentação de um Plano de Otimização da Operação do Sistema de Transposição de Desnível, que deve ser elaborado em articulação e negociação com os setores usuários de modo a garantir a racionalização do número de eclusagens e dos múltiplos usos da água.

O setor de aquicultura também teve um papel importante dentre as outorgas emitidas pela ANA em 2011. Além dos processos individuais de área aquícolas, foram emitidas para o Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA outorgas para sete parques aquícolas no reservatório de Ilha Solteira (rio Paraná) e dezesseis no reservatório de Furnas (rio Grande), perfazendo produções aquícolas totais de 65.115,71 ton/ano e 76.926 ton/ano, respectivamente.

Fonte: Site da ANA

Aquífero Guarani poluído também na Macrorregião

Estudo em Ribeirão Preto  mostra Aquífero Guarani contaminado por agrotóxicos
“E os danos à saúde pública, incremento das neoplasias e traumas neurais por aqui na região?”, pergunta o jornalista ambiental Randáu Marques ao encaminhar ao Folha Verde News esta matéria sobre a situação do Aquífero Guarani, manancial subterrâneo, considerado uma das maiores reservas de água do planeta, de onde por exemplo sai 100% da água que abastece Ribeirão Preto, cidade onde foi feita a pesquisa, nordeste paulista, a 313 quilômetros de São Paulo: o laduo, o Aquífero Guarani está ameaçado especialmente por herbicidas.

 

A conclusão vem de um estudo realizado a partir de um monitoramento do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) em parceria com um grupo de pesquisadores, que encontrou duas amostras de água de um poço artesiano na zona leste da cidade com traços de diurom e haxazinona, componentes de defensivo utilizado na cultura da cana-de-açúcar. No período, foram investigados cem poços do Daerp com amostras colhidas a cada 15 dias. As concentrações do produto encontradas no local foram de 0,2 picograma por litro – ou um trilionésimo de grama. O índice fica muito abaixo do considerado perigoso para o consumo humano na Europa, que é de 0,5 miligrama (milésimo de grama) por litro, mas, ainda assim, preocupa os pesquisadores, que analisam como possível uma contaminação ainda maior.

Este é o segundo alerta feito pelo nosso blog, há cerca de 50 dias postamos aqui outras informações sobre o mesmo problema: “Inclusive, na audiência pública via Internet preparatória para a Rio+20, com o Governo captando temas e pautas para esta Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável neste ano, em nome dos ecologistas daqui da macrorregião e também de outros pontos do interior do país, que também mostram preocupação com isso, a gente colocou a questão de agressões ambientais e falta de sustentabilidade em relação ao Aquífero Guarani”, comentou Antônio de Pádua, o ecologista Padinha, nosso editor, que esteve há 20 anos na Eco-92 e agora estará neste novo evento, em nome da Não-Violência e da Sociedade Ecológica do Nordeste Paulista. Ele informa ainda que recebeu mensagens de pesquisadores e técnicos ambientais de outras regiões abrangidas pelo Aquífero Guarani onde também há problemas de agressões ambientais no sul do país, no Uruguai e na Argentina.

No Brasil, não há níveis considerados inseguros para as substâncias. Ainda assim, a presença do herbicida na zona leste da cidade – onde o aquífero é menos profundo – acende a luz amarela para especialistas. Segundo Cristina Paschoalato, professora da Unaerp que coordenou a pesquisa, o resultado deve servir de alerta. “Não significa que toda a água está contaminada, mas é preciso evitar a aplicação de herbicidas e pesticidas em áreas de recarga do aquífero”, advertiu ela. O monitoramento também encontrou sinais dos mesmos produtos no Rio Pardo, considerado como alternativa para captação de água para a região no longo prazo. “Isso mostra que, se a situação não for resolvida e a prevenção feita de forma adequada, Ribeirão Preto pode sofrer perversamente, já que a opção de abastecimento também será inviável se houver a contaminação”.

Aquífero aumenta chances de vida da América do Sul

O Sistema Aquífero Guarani, que faz parte da Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, cobre uma superfície de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sendo 839., 8 mil no Brasil, 225,5 mil quilômetros na Argentina, 71,7 mil no Paraguai e 58,5 mil no Uruguai. Com uma reserva de água estimada em 46 mil quilômetros quadrados, a população atual em sua área de ocorrência está em quase 30 milhões de habitantes, dos quais 600 mil em Ribeirão Preto.

A água do SAG é de excelente qualidade em diversos locais, principalmente nas áreas de afloramento e próximo a elas, onde é remota a possibilidade de enriquecimento da água em sais e em outros compostos químicos. É justamente o caso de Ribeirão, conhecida nacionalmente pela qualidade de sua água. Para o engenheiro químico Paulo Finotti, presidente da Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente (Soderma), Ribeirão corre o risco de inviabilizar o uso da água do aquífero in natura. “A zona leste da cidade registra plantações de cana em áreas coladas com lagos de água do aquífero. É um processo de muitos anos, mas esses defensivos fatalmente chegarão ao aquífero, o que poderá inviabilizar o consumo se nada for feito”. Já para Marcos Massoli, especialista que integrou o grupo local de estudos sobre o aquífero, a construção de casas e condomínios na cidade, liberada através de um projeto de lei do ex-vereador Silvio Martins (PMDB) em 2005, é extremamente prejudicial à saúde do aquífero. “Prejudica muito a impermeabilidade, o que atinge em cheio o Aquífero por aqui na região”.

Outro problema que pode colocar em risco o abastecimento de água de Ribeirão no médio prazo é a extração exagerada de água do manancial subterrâneo. Se o mesmo ritmo de extração for mantido, o uso da água do Aquífero Guarani pode se tornar inviável nos próximos 50 anos em Ribeirão Preto. A alternativa, além de reduzir a captação, pode ser investir em estruturas de captação das águas de córregos e rios que, além de não terem a mesma qualidade, precisam de investimentos significativamente maiores para serem tratadas e tornadas potáveis. A perspectiva já é considerada pelos estudiosos do chamado Projeto Guarani, que envolveu quatro países com território sobre o reservatório subterrâneo.

O cálculo final foi entregue no fim do ano. O mapeamento mostrou que a velocidade do fluxo de água absorvida pela reserva é mais lenta do que se supunha. Pelas contas dos especialistas, a cidade extrai 4% mais do que poderia do manancial. A média de consumo diário de água em Ribeirão é de 400 litros por habitante, bem acima dos 250 litros da média nacional. Por hora, a cidade tira do aquífero 16 mil litros de água. Vale lembrar que a maior parcela de água doce do mundo, algo em torno de 70%, está localizada, em forma de gelo, nas calotas polares e em regiões montanhosas. Outros 29% estão em mananciais subterrâneos, como o Aquífero Guarani, a maior reserva de vida para o futuro da América do Sul, enquanto rios e lagos não concentram sequer 1% do total dos recursos hídricos.

Em se tratando da água potável, aproximadamente 98% se encontram no subsolo, sendo o Aquífero Guarani a maiordas reservas. A alternativa para não desperdiçar esses recursos é investir em reflorestamento para garantir a recarga do aquífero, diz o secretário-geral do projeto, Luiz Amore, que  adverte ser urgente uma ação em todas as regiões e países abrangidos por esta reserva extraordinária de água. Neste ponto é que está a importância desta questão do Aquífero Guarani participar da pauta das discussões da ONU em junho no Rio de Janeiro na conferência mundial que procurará diseminar a cultura e programas de ação de Desenvolvimento Sustentável em toda a Terra, já estando assegurada a participação de 120 países no evento.

Fontes: SOA Brasil / folhaverdenews

Cid Gomes e ministro Fernando Bezerra lançam “Água para Todos” nesta terça-feira (20)

O governador Cid Gomes e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, lançam nesta terça-feira (20), em Tauá, no Sertão dos Inhamuns, o programa Água para Todos. A solenidade acontecerá às 15 horas, no Cine Teatro de Tauá. Durante a solenidade, será anunciada a construção de 1.500 cisternas simplificadas e 5 mil kits de irrigação. O valor total de investimentos será de R$ 180 milhões. Já em 2012, está prevista a construção de 600 sistemas simplificados e 2 mil kits de irrigação.

O Água para Todos, que integra o Plano Brasil Sem Miséria, foi criado pelo Governo Federal com a meta de garantir a universalização do acesso e uso da água pelas populações carentes de comunidades rurais. Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, até 2014 serão construídas 750 mil cisternas e seis mil sistemas simplificados de abastecimento para o consumo humano. O vaor do investimento total do programa chega a R$ 750 milhões.

Programa Água para Todos

O Água para Todos tem como meta principal chegar aos moradores da zona rural dos nove Estados nordestinos, onde vivem 5 milhões das pessoas em pobreza extrema. Estão previstas construções de sistemas simplificados para abastecer as famílias que vivem em áreas onde existem mais de dez casas. Já nas casas isoladas, a ideia é construir cisternas para armazenar água da chuva. Em locais que não existam mananciais subterrâneos, nem de superfícies, serão criados barragens subterrâneas, além da perfuração de poços e a canalização de água para a superfície.

Fonte: Governo do Estado do Ceará (AI)

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Governo muda as regras de controle de qualidade da água

O Ministério da Saúde publicou no DOU (Diário Oficial da União), nesta quarta-feira (14/12), a Portaria 2.914/2011 que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e o padrão de potabilidade.

De acordo com o texto, água para consumo humano é a água potável destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal, independentemente da sua origem.

Água potável é a água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido na Portaria e que não ofereça riscos à saúde.

Caberá à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) subordinada ao Ministério da Saúde promover e acompanhar a vigilância da qualidade da água para consumo humano, em articulação com as Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e respectivos responsáveis pelo controle da qualidade da água.

Deverá ainda a SVS estabelecer ações especificadas no Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (VIGIAGUA). Caberá também a Secretaria estabelecer as diretrizes da vigilância da qualidade da água para consumo humano a serem implementadas pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, respeitados os princípios do SUS, entre outras atividades.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) deverá exercer a vigilância da qualidade da água nas áreas de portos, aeroportos e passagens de fronteiras terrestres, conforme os critérios e parâmetros estabelecidos pela Portaria. O texto também estabelece obrigações para os Estados e Municípios. Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos Municípios.

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão adotar as medidas necessárias ao fiel cumprimento das novas regras, que já estão em vigor e revogam a Portaria nº 518/GM/MS, de 25 de março de 2004.

Veja aqui a íntegra da Portaria do Ministério da Saúde nº 2.914/2011.

Fonte: Observatório Eco

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Embrapa quer levar água dessalinizada para comunidades no NE

Sistema já beneficia mais de mil pessoas/ Foto: Divulgação

Sistemas usados para produção agrícola no Nordeste com base na dessalinização de águas subterrâneas já beneficiam seis Estados da região: Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraaíba e Ceará.

Pesquisadores da Embrapa e de universidades locais estudam redimensionar as estruturas, diversificar os recursos produtivos, chegar a um número maior de comunidades a atender mais famílias – hoje, mais de mil pessoas são beneficiadas pelo sistema.

Nos modelos atuais, a produção agrícola a partir do aproveitamento de efluentes da dessalinização de águas subterrâneas é possível com o poço de vazão mínima de 3.000 m3 por hora. Assim se abastece dois viveiros de 330 m³, para criação de peixes Tilápia Tailandesa, e um reservatório da mesma dimensão, para irrigar 1 hectare de erva sal, uma planta de boa qualidade forrageira.

Com os resultados que estão sendo obtidos nos 12 planos de ação do projeto “Ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologias de Convivência com o Semiáriado para o Fortalecimento das Unidades Produtivas do Programa Água Doce”, iniciado em 2010, os pesquisadores percebem possibilidades mais baratas de implantação do sistema em comunidades do semiárido.

Para baratear o cultivo de peixes e beneficiar localidades em que a oferta de água subterrânea é menor que os 3.000 m3 , a pesquisadora Luciana Seki Dias, da Universidade Federal de São Carlos, estuda o crescimento de tilápias em viveiros que comportam até 16 mil litros de água (16 m3 ). “Assim, em vez de tanques com grandes dimensões, pode-se trabalhar com esses menores, que uma família poderia instalar dois, outra família poderia ter três viveiros e produzirem os seus próprios peixes”, explica Luciana.

Fonte: Portal Terra

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Povo culpa falta de água por morte

Moradores da Comunidade Santa Clara, em Marituba, organizaram um protesto na manhã de sexta-feira (9) pela morte de Luís Antônio da Silva, soterrado na terça-feira (6), enquanto cavava um poço com cerca de 20 metros de profundidade. O corpo do homem de 24 anos foi resgatado na madrugada de quinta, após 40 horas de trabalho do Corpo de Bombeiros.

Os manifestantes atribuem à falta de água a causa do acidente. A passagem não conta com sistema de abastecimento. Uma das soluções encontradas era um poço comunitário, construído em uma área cedida pela prefeitura. Entretanto, o poço já estava sem uso há duas semanas devido à queima da bomba hidráulica. Luís Antônio da Silva havia sido contratado por um vizinho para fazer as escavações de um poço particular.

“Cerca de 70 famílias dependiam daquele poço. Se a prefeitura tivesse consertado a bomba, nada disso teria acontecido. Enquanto não for resolvida essa situação, mais acidentes como esses podem acontecer”, diz Márcio Roberto Manaços, presidente da Associação de Moradores da Comunidade Santa Clara.

Pressionado pela população, que ameaçava fechar a BR-316, o secretário de Obras do município, Pedro Paulo Bezerra, foi ao encontro dos manifestantes. Após muito bate-boca e gritaria, foi prometida a construção de um novo poço e o conserto da bomba hidráulica pela prefeitura. “O problema de abastecimento no bairro é antigo. Mas a culpa não é só da prefeitura, já que o abastecimento de água é uma concessão da Cosanpa”, afirma. As obras estão previstas para começar daqui há dez dias.

OUTRO LADO

Em nota, a Cosanpa afirmou que a Passagem Bom Jardim (comunidade Santa Clara), próximo à Estrada da Pirelli, assim como 22 duas passagens adjacentes, não fazem parte da sua área de cobertura.

Entretanto, diz a nota, o Sistema Beija-Flor/Cosanpa, que abrange aquele perímetro, “está contemplado com melhorias e expansão de rede de distribuição de água no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e as obras de expansão da rede chegarão à passagem Bom Jardim”. A nota não divulga uma data para as reformas.

De acordo com a Outorga de Direito de Uso e Cobrança pelo Uso da Água, Lei 9.433 de 08 de janeiro de 1997, o uso das águas subterrâneas é de domínio estadual. Para quem pretende fazer extração de água subterrânea, é obrigatório solicitar à Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema) uma autorização prévia para perfuração. Mas existem exceções, como o uso de água subterrânea para pequenos núcleos populacionais (até 4  subterrâneas, perfuração 00 pessoas, em meio rural).

No caso da Comunidade Santa Clara, o hidrogeólogo Manfredo Ximenes Ponte, superintendente regional de Belém do Serviço Geológico do Brasil (CCRM/SGB), confirma a hipótese de negligência. “A escavação desse poço poderia ter sido muito mais segura se houvesse o uso de manilhas, para escorar as paredes do poço. Isso é barato e facilmente adquirido. Por falta de recursos ou instrução esse rapaz não as utilizou”.

Fonte: Diário do Pará

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