Por Cláudia Dianni e Raylton Alves
Para garantir acesso a água, é preciso preservar nascentes e o solo. Sabendo disso, a Agência Nacional de Águas criou o Programa Produtor de Água, que remunera produtores rurais que adotam boas práticas de preservação ambiental. Em 1º de dezembro, representantes de 13 instituições* se encontraram na sede da ANA para assinar o acordo de cooperação técnica que dará início aos trabalhos do Programa Produtor de Água na bacia do ribeirão Pipiripau, que engloba parte do Distrito Federal e de Goiás. O manancial é responsável pelo abastecimento de Planaltina e Sobradinho (DF).
O acordo terá duração de dez anos e prevê investimentos que somam R$ 40 milhões, os quais começam a ser desembolsados já em dezembro. Desse valor, R$ 10 milhões serão destinados ao pagamento por serviços ambientais prestados por produtores rurais, como: plantio de matas ciliares e proteção de nascentes. Todos os agricultores e pecuaristas que possuem propriedades na bacia do ribeirão Pipiripau poderão se inscrever. Os editais para inscrição serão divulgados oportunamente. O restante dos recursos será aplicado em restauração florestal, conservação de solo e recuperação do Canal Santos Dumont, utilizado principalmente por agricultores, iniciativas que já começaram a ser adotadas em dezembro.
O Produtor de Água no Pipiripau também tem como objetivos: recuperar e manter preservados cerca de 1.000 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) e 1.663 hectares de áreas de reserva legal (aquelas dentro das propriedades, as quais podem ser usadas de modo sustentável e que visam a contribuir para a preservação do bioma), por meio do plantio de 1,44 milhão de mudas nativas do Cerrado. Além disso, o Programa tem a meta de conservar 14.800 hectares de solo, utilizando técnicas sustentáveis de agropecuária, como: construção de terraços e barraginhas. Também serão readequadas 876 Km de estradas vicinais (de terra), que serão transformadas em estradas ecológicas.
Como resultados, esperam-se: melhoria da qualidade da água; redução da erosão e da sedimentação; e adequação ambiental das propriedades rurais e regularização da oferta de água, por meio da adequada alimentação do lençol freático, o que poderá reduzir os conflitos pelo uso da água na bacia, que são frequentes devido à escassez provocada pelo período de seca e pelo uso intensivo do recurso.
*As seguintes instituições realizam o Produtor de Água na bacia do Pipiripau: Agência Nacional de Águas (ANA); Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa); Ministério da Integração Nacional (MI); Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Secretaria de Estado de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri/DF); Instituto Brasília Ambiental (Ibram); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF); Fundação Banco do Brasil (FBB); Banco do Brasil (BB); Fundação Universidade de Brasília; The Nature Conservancy (TNC); WWF-Brasil e Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi).
Fonte: Boletim Água – ANA
Everton, excelente iniciativa! Gostaria apenas de saber se a remuneração será então pelo “plantio de matas ciliares” e “proteção de nascentes”.
Caso sim, estes procedimentos serão então vistoriados por quem?
Acredito que a sistemática dos procedimentos possam funcionar bem nas microbacias, trazendo a idéia então para o Alto Tietê!
Abraços
Prezado Sr. Pedro,
Agradecemos o contato e informamos que as respostas às suas questões sobre o Programa Produtor de Água, da ANA, já estão publicadas no novo post inserido há pouco no Blog Era da Água, disponível no link: http://era-da-agua.com/2012/01/06/programa-produtor-de-agua/
Atenciosamente,
Equipe Blog Era da Água.